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Correio da Manhã

Cultura
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Roubo de escultura no Mosteiro de Alcobaça ‘escondido’ durante 20 anos

Direção-Geral do Património diz que obra desapareceu em circunstâncias desconhecidas.
Sónia Trigueirão 1 de Dezembro de 2018 às 01:30
Mosteiro de Alcobaça
Roda da vida no túmulo de D. Pedro I
O novo disco do Ensemble Discantus está a ser gravado no Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça
Roda da vida no túmulo de D. Pedro I
O novo disco do Ensemble Discantus está a ser gravado no Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça
Roda da vida no túmulo de D. Pedro I
O novo disco do Ensemble Discantus está a ser gravado no Mosteiro de Alcobaça
Há 20 anos que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) tinha conhecimento do desaparecimento de uma obra de arte do Mosteiro de Alcobaça e nada fez.

O alegado desaparecimento está a ser investigado pelo Ministério Público das Caldas da Rainha que abriu um inquérito após uma denúncia anónima.

Em causa está uma peça de escultura–réplica da roda da vida apresentada no túmulo do rei D. Pedro I - pertencente à coleção da Casa- -Museu Vieira Natividade - e que legalmente se encontrava à guarda do Mosteiro de Alcobaça.

"A atual DGPC tem conhecimento do alegado desaparecimento, há cerca de duas décadas, em circunstâncias desconhecidas, de uma peça de escultura pertencente ao referido espólio", disse ao CM, sem explicar o que foi feito até agora sobre o assunto pela atual direção e pelas anteriores.

O CM sabe que após notificação do MP sobre a investigação, no Mosteiro de Alcobaça estão a ser procurados documentos, nomeadamente inventários sucessivos, se é que existem, da coleção em causa.

Na denúncia feita ao MP é referido que a obra terá desaparecido entre julho de 2014 e janeiro deste ano, e não há 20 anos. Também estarão desaparecidas tapeçarias e moedas romanas.

PORMENORES
Escultor Costa Motta
A escultura desaparecida tem cerca de um metro de diâmetro e é da autoria do escultor António Augusto da Costa Motta. Faz parte do rol de doação da coleção de Vieira Natividade, feita ao extinto IPPC (Instituto Português do Património Cultural) em 1992.

À espera da casa-museu
Manuel Vieira Natividade nasceu em 1860, em Alcobaça, e morreu em 1918. Foi arqueólogo, agrónomo e publicista. Reuniu ao longo da vida uma importante coleção de peças arqueológicas, de moedas, tapeçaria e pinturas.
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