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Correio da Manhã

Cultura
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São seis os Castros a património mundial

Os promotores da candidatura dos Castros do Noroeste a Património Mundial apresentaram ontem, no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, uma listagem de seis povoados castrejos que vão liderar o projecto que em 2010 será entregue à apreciação da UNESCO.
17 de Maio de 2005 às 00:00
Os Castros do Noroeste Peninsular podem vir a ser património
Os Castros do Noroeste Peninsular podem vir a ser património FOTO: Secundino Cunha
A listagem inclui o Castro Romariz, em Sta. Maria da Feira, a Citânia de Briteiros, em Guimarães, o Castro Montemozinho, em Penafiel, a Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, e a Cividade de Terroso, na Póvoa de Varzim. A sexta escolha poderá passar pela Citânia de Sta. Luzia, em Viana do Castelo, ou pelo Castro de S. Lourenço, em Esposende.
A comissão lusa encarregada do processo tinha em carteira mais de mil sítios arqueológicos e castros portugueses, incluídos num panorama geográfico luso-galaico com cerca de sete mil castros.
Para já, apenas esta meia dúzia reúne as condições consideradas indispensáveis para integrar uma rede de cultura castreja susceptível de ser aprovada pela UNESCO, nomeadamente a existência de um museu arqueológico ou de um centro de estudos arqueológicos, estruturas de valorização do castro e de manutenção e envolvente paisagística.
Contudo, até 2010, os promotores da iniciativa esperam que cerca de duas dezenas passem a ter condições para integrar a candidatura. “O processo de recolha dos sítios arqueológicos que vão incluir a candidatura é faseado, bem como as intervenções a serem efectuadas em cada povoado. Estes seis locais constituem expressões materiais particularmente relevantes, do conjunto de povos que ocupou o Noroeste Peninsular, mas não são casos únicos. Faltam é condições”, revelou Armando Coelho, da Comissão de Candidatura.
REDE CULTURAL
De acordo com o responsável, existem vários outros povoados castrejos portugueses que têm possibilidades de vir a ser incluídos na candidatura.
“Enviámos inquéritos a 25 autarquias de modo a apurar o ponto da situação. Feita a avaliação de resultados, verificámos que alguns têm francas condições para integrar a candidatura. Porém, há muito trabalho a ser feito e é importante não esquecer que constituímos uma rede de cultura castreja. É indispensável que as autarquias trabalhem em coordenação connosco nos próximos cinco anos”, explicou.
Além do aspecto patrimonial, os responsáveis esperam que o projecto permita a constituição de pólos de excelência do ponto de vista cultural e económico, através do turismo.
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