União das Tribos: "Tínhamos que abrir o nosso som"

Banda regressa aos discos, com novo vocalista e um nova fórmula para..."passar a mensagem"
Por Miguel Azevedo|08.03.17
União das Tribos: "Tínhamos que abrir o nosso som"

Há uma velhinha premissa no mundo do rock n’ roll, mais ou menos subentendida por todos os seus militantes, praticantes ou curiosos, que diz que os fãs se ganham ou se perdem ao segundo álbum.

Sem abandonar a sua matriz rock, a União das Tribos, grupo que regressa às lides discográficas três anos depois da estreia, optou por atacar o mercado e ‘simplificar’ as coisas com um registo mais aberto e acessível no qual as guitarras em excesso de velocidade conseguem viver em harmonia com as sonoridades mais pop e baladeiras. O novo trabalho ‘Amanhã’ conta com as colaborações de Tim, Miguel Ângelo, Mafalda Arnauth, Anjos, Carlão ou António Manuel Ribeiro.

"Há aqui uma questão estratégica, claro. Nós espalhámo-nos no primeiro disco ao gravar um álbum rock à moda dos anos 90. A verdade é que para a mensagem chegar às pessoas é preciso que a comunicação social fale de nós e para isso acontecer tínhamos que abrir o nosso som", explica António Côrte-Real. "Nós somos uma banda rock sim, mas que também faz baladas e uma ou outra canção mais pop. E é neste contexto que surgem os convidados". O melhor exemplo do casamento perfeito é a versão rock da ‘Canção do Engate’, um original de António Variações popularizada no inicio dos anos 90 pelos Delfins.

Projetado já com um novo vocalista (Mauro Carmo) nas fileiras do grupo, ‘Amanhã’ conta com 11 temas originais (três deles acústicos), todos nascidos, numa primeira fase, da criatividade de António Côrte-Real, o homem que tem por hábito lançar as fundações do prédio. "Eu tenho uma pasta no meu computador onde guardo as ideias musicais que vão surgindo. Por isso, o que fiz para este álbum foi ouvir as coisas que tinha para trás. Há dois temas aqui, por exemplo, que têm mais de dez anos e outro que tem 18. Mas também há um tema que foi composto três dias antes de entrarmos em estúdio", explica António Côrte-Real que não tem dúvidas: "Este disco foi muito mais fácil de fazer do que o primeiro, fruto do nosso amadurecimento. As coisas fluiram muito mais naturalmente".

O mesmo é dizer que ‘Amanhã’ tem tudo para ser não um ponto de chegada mas um ponto de partida para a União das Tribos. Eles são como são, gostam de viver assim e o tempo deles é agora. Amanhã logo se vê…

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