Presidente foi eleito, pela primeira vez, em 2022. Em 2025, foi reeleito com mais de 89% dos votos.
António Miguel Cardoso anunciou esta terça-feira a demissão da presidência do Vitória de Guimarães, emblema da I Liga portuguesa de futebol que lidera desde março de 2022, numa conferência de imprensa promovida no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
"De acordo com aquilo com que me comprometi no início da época, como já são reduzidas as hipóteses de nos apurarmos para as competições europeias, vou entregar ao presidente da Mesa da Assembleia Geral a minha carta de demissão", disse.
Eleito pela primeira vez presidente em 5 de março de 2022 e reeleito em 1 de março de 2025, num sufrágio em que recolheu mais de 89% dos votos, o dirigente revelou ainda que não se vai recandidatar às próximas eleições do clube minhoto.
Em 30 de agosto de 2025, António Miguel Cardoso disse, após o empate caseiro com o Arouca (1-1), para a quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, que iria deixar o cargo de presidente se a equipa principal de futebol se classificasse abaixo dos cinco primeiros lugares.
O Vitória ocupa, neste momento, o nono lugar da I Liga, com 36 pontos, a 11 do quinto classificado, Famalicão, quando restam disputar cinco jornadas do campeonato.
Em resposta a questões dos jornalistas, o dirigente prometeu continuar a trabalhar até à transição diretiva, num contexto de dificuldades financeiras, e rejeitou apoiar qualquer candidatura no próximo ato eleitoral, ainda sem data oficial, limitando-se a ser "mais um sócio na bancada" a apoiar o emblema vimaranense.
"Até à passagem de testemunho, garanto que continuaremos a defender os interesses do Vitória e a geri-lo com responsabilidade, com um foco claro no equilíbrio desportivo e financeiro, tendo como objetivo encerrar o exercício com contas equilibradas. A minha paixão e amor pelo clube vão manter-se, de resto, para sempre", vincou.
Numa retrospetiva aos quatro anos como presidente, António Miguel Cardoso enalteceu a melhor pontuação de sempre na I Liga portuguesa, com 63 pontos na temporada 2023/24, o maior número de vitórias consecutivas do clube nas provas da UEFA -- nove, na edição 2024/25 da Liga Conferência -- e a conquista da Taça da Liga, terceiro troféu do clube, arrecadado na temporada em curso.
O dirigente vincou ainda que, sob a sua liderança, se criaram "alicerces para uma aposta contínua na formação", tendo salientado a ascensão de jogadores da equipa B à equipa principal, os títulos mundial e europeu de sub-17 conquistados pelos jogadores Zeega e Santiago Verdi e os 34 jogadores chamados às seleções nacionais jovens de Portugal na presente época, um recorde na história do clube.
"Tais alicerces ganharam definição somente nesta reta final da minha presidência pois antes foi necessário levar a cabo um trabalho de base, a envolver infraestruturas e recursos humanos. A partir de agora, sim, o clube está por fim em condições de recolher importantes frutos dessa aposta na formação, tanto no presente como no futuro", defendeu.
António Miguel Cardoso mostrou-se ainda convencido de que a equipa técnica liderada por Gil Lameiras, de 32 anos, responsável desde março pela formação principal do Vitória, vai ter "um impacto muito positivo no futuro" e dar "muitas alegrias aos sócios".
O ainda presidente do Vitória enalteceu ainda "a lealdade, o empenho e a dedicação" ao clube do lateral direito Miguel Maga, o único jogador que acompanhou António Miguel Cardoso desde que este assumiu a presidência em 2022, e à equipa feminina de futebol, pelo "crescimento notável e sustentado" que a guiou ao escalão maior na época em curso.
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