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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Federer saberá se regressa ao ténis ao mais alto nível em abril ou maio

Tenista de 40 anos está a recuperar dos recorrentes problemas no joelho direito.

02 de fevereiro de 2022 às 22:35

O suíço Roger Federer, de 40 anos, saberá se poderá regressar ao ténis ao mais alto nível "em abril ou maio", revelou esta quarta-feira o antigo número um mundial, ainda a recuperar dos recorrentes problemas no joelho direito.

"Os próximos meses vão ser interessantes e importantes para mim. Penso que saberei muito mais até abril, maio. Quero regressar forte e dar tudo o que tenho. Ainda tenho motivação e tenho vontade de trabalhar", reconheceu o veterano tenista, numa videoconferência de imprensa.

Três dias depois de ser 'destronado' como recordista de títulos do 'Grand Slam' -- Rafael Nadal ganhou o Open da Austrália e distanciou-se do suíço e do sérvio Novak Djkovic, com quem estava empatado com 20 -, Federer revelou que vai regressar ao ginásio na quinta-feira e que está 'obrigado' a treinar "devagar".

"Gostaria de fazer mais, mas os médicos aconselham-me a conter-me um pouco", completou.

Federer não joga desde a derrota nos quartos de final de Wimbledon, em julho, e da posterior operação ao joelho direito, a terceira no espaço de um ano e meio. Atualmente, ocupa a 30.ª posição na hierarquia mundial, depois de ter perdido o estatuto de 'ranking' protegido.

Na temporada passada, aquele que é uma das 'lendas' do ténis mundial -- e, talvez, o jogador mais popular -- disputou apenas 11 encontros, mais cinco do que no ano anterior, quando foi submetido a duas operações ao joelho.

Na conferência de imprensa, o suíço teve ainda oportunidade de voltar a felicitar o seu amigo Rafael Nadal, a quem já tinha dedicado sentidas palavras no domingo.

"Foi bonito ver as suas emoções depois desta vitória 'arrancada a ferros'. O Rafa tinha-me dito que não se sentia muito bem, mas [no domingo] ele levantou o troféu do Open da Austrália. É verdadeiramente um belo exemplo a seguir para toda a gente", defendeu.

O suíço e o espanhol, que conquistou o Open da Austrália quatro meses depois de ser operado ao pé esquerdo e semanas após ter estado infetado com o coronavírus, 'partilham' uma das mais emblemáticas e bonitas rivalidades do desporto.

O último título de Federer num 'Grand Slam' aconteceu precisamente em Melbourne Park, em 2018.

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