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Vieirinha: "Não nos passa pela cabeça falhar o Mundial"

Vieirinha é operado ao joelho esquerdo na 2.ª feira e vai ficar seis meses sem jogar. O extremo do Wolfsburgo espera recuperar a tempo de ser convocado para a prova que vai decorrer no Brasil em 2014. Elogia a aposta do Sporting nos jogadores jovens portugueses
5 de Outubro de 2013 às 15:00
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Vieirinha, Mundial, futebol, Wolfsburgo, Brasil, seleção, sporting FOTO: Carlos Barroso 

Correio Sport - Lesionou-se no joelho esquerdo e vai parar seis meses. Era a pior altura para se lesionar, agora que Portugal vai ter dois jogos decisivos de apuramento para o Mundial 2014, frente a Israel e ao Luxemburgo?

Vieirinha - As lesões vêm sempre em má altura. Porém, há que levantar a cabeça. Na segunda-
-feira vou ser operado e há que começar a trabalhar para recuperar o mais rápido possível.

- A lesão pode colocar em causa a presença no Mundial?

- Em princípio, vou ter dois meses de competição antes do Mundial. O mais importante agora é recuperar bem.

- O que podem esperar os portugueses da seleção nacional nos próximos encontros?

- A entrega e dedicação que este grupo sempre mostrou em todas as partidas, como foi bem visível diante da Irlanda do Norte [4-2]. Estamos numa situação difícil, mas vamos conseguir resultados positivos nestes jogos.

- Acredita que Portugal vai estar no Mundial?

- Não nos passa pela cabeça falhar o Mundial, embora não dependamos de nós para nos qualificarmos diretamente [a Rússia lidera]. No entanto, o mais importante agora é ganhar os próximos dois jogos.

- Como é ter Cristiano Ronaldo como capitão?

- É uma motivação e um privilégio trabalhar com o melhor do Mundo. Cristiano Ronaldo é um jogador fantástico e uma motivação para todo o grupo.

- Porque considera Ronaldo melhor do que Messi?

- É um jogador muito mais completo. Se tivesse de escolher entre os dois, escolhia Ronaldo.

- Sente que não teve uma oportunidade para ser impor no futebol português?

- Toda a gente sabe das dificuldades dos jovens para terem oportunidades no campeonato português. Tirando o Sporting, são poucos os clubes que apostam na formação.

- Como está a ver o início do campeonato?

- A grande diferença para o ano passado é o regresso do Sporting ao grupo dos grandes. Vão estar no topo da Liga e estão a surpreender com um plantel com muitos portugueses jovens, o que é de louvar.

- Está surpreendido com as dificuldades do Benfica?

- Tem sido irregular. É uma equipa em crescimento devido aos novos jogadores que começam a entrar no onze. Contudo, Jorge Jesus tem muita qualidade e vai dar a volta à situação.

- Parte da sua formação foi feita no FC Porto. Está a torcer pela equipa de Paulo Fonseca?

- A minha equipa é o V. Guimarães, onde estive dez anos na formação. Porém, fico contente quando o FC Porto ganha. É um clube onde passei momentos maravilhosos.

- No FC Porto, foi treinado por José Mourinho. Como foi a experiência?

- Na altura, ia de vez em quando treinar com o plantel principal do FC Porto. Foi uma grande motivação ser treinado pelo melhor do Mundo. Além disso, aprendi muito com jogadores como Deco e Jorge Costa

- A mudança para o PAOK, da Grécia, foi a decisão mais acertada?

- Sim. Foi o clube onde trabalhei com Fernando Santos, a quem devo muito. É um treinador por quem tenho uma grande admiração e que tornou a fazer do PAOK um clube com capacidade para ir regularmente às competições europeias.

- Apesar de estar a jogar na Alemanha, ainda é muito ligado à Grécia?

- Sim, não só ao clube mas também à cidade de Salónica e ao país. Na Grécia, vivi anos fantásticos com os melhores adeptos do Mundo a nível de clubes. Agora, quando me lesionei, recebi mensagens de apoio de alguns adeptos do PAOK.

- É casado com uma cidadã grega e tem uma filha com nacionalidade grega. Quando se retirar, vai viver em Portugal ou na Grécia?

- Isso é uma discussão recorrente cá em casa [risos]. Neste momento, está a pender mais para a Grécia... logo se verá.

- Após a experiência na Grécia como está a correr a aventura no Wolfsburgo da Alemanha ?

- Não posso dizer que tenha sido uma decisão muito ponderada porque, depois de chegar a proposta, tive uma semana para decidir. Foi uma decisão fácil a nível profissional, devido à maior visibilidade da Liga alemã. Na vertente emocional, foi muito complicada.

- Quais são as principais diferenças entre o campeonato português e o alemão?

- As diferenças começam nos estádios. Aqui estão sempre esgotados. A competitividade na Alemanha também é bastante mais elevada. Isso ficou bem demonstrado na final da Liga dos Campeões do ano passado, que foi disputada por duas equipas alemãs: Bayern de Munique e Borussia de Dortmund [2-1].

- Foi bem recebido na Alemanha?

- Sim. Não são as pessoas mais calorosas do Mundo. Porém, nunca tive problemas. Claro que é um impacto muito grande, porque a cultura alemã é diferente da portuguesa e da grega, que são muito semelhantes.

- Teve propostas para deixar o Wolfsburgo no defeso?

- Sim, houve abordagens da Rússia e de Inglaterra. Só que eu e o clube chegámos à conclusão de que o melhor era continuar.

- Passar pelo campeonato português antes de se retirar é um objetivo?

- Estou numa liga tão competitiva que não sinto essa vontade. Um dia mais tarde, se surgir essa proposta, vou estudá-la. Era um sonho representar o V. Guimarães no primeiro escalão, pois só lá joguei na formação.

PERFIL

PERFIL

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ADELINO ANDRÉ VIEIRA DE FREITAS, conhecido como Vieirinha, nasceu em Guimarães no dia 24 de janeiro de 1986 (27 anos). Internacional pela Seleção A em 6 ocasiões e campeão europeu de Sub-17 em 2003, formou-se no V. Guimarães e foi para o FC Porto em 2003. Passou ainda por Marco, Leixões e PAOK (Grécia) antes de se transferir, em 2012, para o Wolfsburgo (Ale.). Já marcou 38 golos em 225 jogos.

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