Banco do Benfica evita humilhação na Escócia

Gonçalo Ramos e Pizzi entraram e revolucionaram o futebol dos encarnados, dando mais acutilância ao ataque.

27 de novembro de 2020 às 08:35
Jardel tenta ganhar nas alturas a luta pela bola ao nigeriano Balogun Foto: Reuters
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O Benfica empatou (2-2) esta quinta-feira, na Escócia, com o Rangers, depois de ter estado a perder por 2-0, numa partida fraca e mal jogada em que o banco encarnado acabou por evitar a humilhação.

Com o Benfica nitidamente debilitado pelas faltas do trio que testou positivo à Covid-19 (Weigl, Darwin e Taarabt), cedo se percebeu que a noite não seria fácil. A juntar a estas ausências, destaque para Otamendi, que cumpriu um jogo de castigo. Também houve mudanças na equipa por opção de Jesus, como foi o caso de Helton Leite, que repetiu a titularidade da Taça de Portugal com o Paredes (1-0), desta vez relegando Odysseas para o banco.

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Mas a verdade é que não foi preciso muito tempo para perceber as carências deste Benfica. Bastaram sete minutos, altura em que o Rangers se colocou em vantagem. Num lance em que toda a defesa encarnada tem culpas. A facilidade com que os escoceses circularam a bola, a defesa incompleta de Helton Leite, o cabeceamento à trave de Kent e o remate final de Arfield para dentro da baliza revelaram o desacerto generalizado.

Houve uma reação ao golo sofrido, com mais posse de bola, mas sempre longe de criar perigo para a baliza de McGregor.

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Na etapa complementar, Jesus deve ter dado um puxão de orelhas mas não teve o efeito que desejava na equipa. Houve mais agressividade na procura do golo, mas sempre sem nexo e em esforço. Os escoceses, longe de serem uma equipa do topo europeu, faziam o que queriam do Benfica. Sem acelerar muito, o Rangers ganhava facilmente os duelos e bastava acelerar um pouco para colocar o credo na boca dos defesas encarnados. E assim foi no 2-0. Um golão de Roofe, numa bomba à entrada da área, sem hipóteses para Helton Leite.

A reação do Benfica surgiu pelo recém-entrado Gonçalo Ramos, de 19 anos, que fez o remate que deu origem ao autogolo de Tavernier. Pizzi assumiu as rédeas do jogo da equipa e o papel de líder dentro do campo, fazendo o golo do empate. O Benfica evita uma humilhação, mas é preciso tirar ilações desta fraca exibição.

Somado um ponto para o objetivo

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Num jogo de loucos, o Sp. Braga deu esta quinta-feira mais um passo rumo ao apuramento para os 16 avos de final da Liga Europa, ao empatar em casa com o Leicester (3-3). Os arsenalistas entraram praticamente a vencer, quando aos 4’ Al Musrati fez o 1-0 num remate de fora da área. Os ingleses responderam e empataram aos 9’, por Barnes, mas, num jogo aberto, Paulinho, assistido por Ricardo Horta, devolveu a vantagem à equipa de Carlos Carvalhal (24’).

Na 2ª parte, o Leicester colocou a ‘artilharia’ toda em campo e chegou a novo empate por Thomas (79’); nos descontos Galeno deu o 3-2 a Fransérgio, mas na última jogada Vardy fez o 3-3 final.

Qualificação em aberto

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A conjugação dos resultados de quinta-feira dita que as quatro equipas do grupo do Benfica ainda se podem qualificar para os 16 avos de final da Liga Europa nas duas jornadas em falta.

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