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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Leão travado no Bonfim

Sporting foi o dono e senhor do jogo, mas falhou na finalização.

20 de janeiro de 2018 às 01:30

Um Sporting perdulário empatou (1-1) esta sexta-feira diante do V. Setúbal, no Bonfim, num jogo em que, praticamente, dominou durante os noventa minutos, tendo ainda desperdiçado várias ocasiões de golo, depois de se ter colocado em vantagem. Nos descontos, contudo, um pontapé para a frente, do meio-campo, de Gonçalo Paciência, levou a bola até Edinho, que ganhou em corrida a Mathieu, entrou na área e foi derrubado. Fábio Veríssimo hesitou na marcação da falta. Depois de ter consultado o vídeo-árbitro (António Nobre), apontou, e bem, para a marca dos 11 metros. Edinho, implacável - Rui Patrício ficou no meio da baliza -, fez o 1-1.

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Leão travado no Bonfim

Até esse momento, os leões tinham a partida controlada. Eram os donos da bola, perante um adversário que passou o tempo quase todo a defender. O jogo, aliás, começou com o Sporting a mandar e, aos 11 e 19 minutos, Cristiano apanhou dois valentes sustos. Primeiro, numa cabeçada de Coates, após canto de Acuña, que Pedro Pinto safou, e, a seguir, em remates consecutivos na área de Bas Dost, que bateram em defesas locais. O V. Setúbal só respondeu aos 27’ num remate de Arnold, em posição frontal, fora da área, que passou perto do poste direito da baliza verde-e-branca. O ascendente sportinguista acabou por consumar-se aos 31 minutos: Rúben Ribeiro, no meio, soltou para Gelson de imediato isolar Bruno Fernandes, que, na área, atirou cruzado para o fundo da baliza de Cristiano. A primeira parte acabou com dois passes à queima de Piccini para Rui Patrício, que o guarda-redes teve dificuldades em aliviar perante a pressão de dois adversários.

Após o intervalo, pouco ou nada se alterou. O Sporting continuou dono e senhor do jogo, enquanto o V. Setúbal limitava-se a defender e a tentar o contragolpe. Os lances de perigo aconteciam quase todos na área dos sadinos. No minuto 58, Coates, de cabeça, levou a bola a sair muito perto do alvo, na sequência de um livre de Acuña. No minuto 69, Cristiano, fora da baliza, aliviou mal uma bola. Acuña tentou uma chapelada e errou por centímetros. Logo a seguir, num dos contra-ataques do Vitória, João Amaral apareceu solto na área e rematou, valendo ao leão o corte de Coates. Os sadinos cresceram, o Sporting tremeu e passou a congelar a bola. Mesmo assim, teve mais três lances (77’, 86’ e 88’) de grande perigo, desperdiçados por Rúben Ribeiro (isolado, perdeu tempo de remate), Bas Dost (na área, em vez de rematar, fez um passe disparatado) e Bruno Fernandes (ganhou ressaltos, rematou e Cristiano desviou para o poste). Nos descontos, o V. Setúbal chegou ao empate através de um penálti.

"Foi um golpe duro para todos"

"Foi um golpe duro para todos, mas o futebol, às vezes, é cruel. Durante os 90 minutos não houve qualquer razão que pudesse justificar o empate, mas fomos surpreendidos num lance em que normalmente não costumamos ser", disse Jorge Jesus, treinador do Sporting, que ficou muito irritado com o golo sofrido e com a forma como a equipa permitiu que Edinho ganhasse posição para sofrer o penálti que dá origem ao 1-1. "A decisão é acertada. Temos é de estar chateados connosco porque a nossa linha defensiva se desconcentrou e estava mal posicionada nessa jogada. As coisas não acontecem por acaso", lamentou o técnico, que, ainda assim, elogiou a postura da equipa até sofrer o empate: "Estivemos várias vezes perto de fazer o 2-0."

Jesus preferiu não dar importância extra ao facto de o FC Porto ter recuperado a liderança da Liga e prometeu um Sporting forte até final na luta pela conquista do campeonato.

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