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MICRONOVELA

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Benfica faz reviravolta 'à campeão' em Braga

Triunfo em Braga deixa águias isoladas no comando da Liga

29 de abril de 2019 às 01:30

Uma reviravolta à campeão deixou o Benfica isolado no comando da Liga, com um triunfo sobre o Sp. Braga (4-1) naquele que era tido por muitos como o jogo mais difícil até ao final da época.

O resultado volumoso não revela um Benfica lento, amorfo e assustado que entrou em campo na primeira parte. O Sp. Braga assumiu as despesas do jogo. Foi mandão e a equipa de Bruno Lage encolheu-se.

Palhinha e Claudemir, à frente da defesa bracarense, davam uma consistência no meio-campo. Recuperavam as bolas com grande facilidade e não deixavam o Benfica construir lances ofensivos.

O talento de Pizzi ou Rafa estava manietado. As águias não conseguiam libertar-se destas amarras. Aliás, os nervos pareciam apoderar-se da equipa, como no atraso de Florentino para Odysseas que deixou toda a defesa a discutir.

Havia mais Braga em campo, mais futebol e mais vontade. Fransérgio espelhou isso mesmo quando arrancou, passou por Florentino e Ferro, e Rúben Dias teve de recorrer à falta para o travar. Wilson Eduardo não perdoou na grande penalidade.

Sem nada a perder, o Benfica entrou transfigurado na segunda parte. Acordado e disposto a lutar até à última gota de suor pelo título. Pizzi pegou na batuta e a orquestra começou a tocar afinadinha.

Grimaldo deu o mote no livre direto, seguido de João Félix, que vê Tiago Sá negar-lhe o golo com uma defesa que levou a bola ao poste.

Adivinhava-se o golo. Esgaio foi imprudente e João Félix aproveitou para ganhar um penálti. Pizzi fez o empate.

O Braga encolheu-se e Pizzi rematou contra a mão de Bruno Viana. Novo penálti e bis do inevitável Pizzi.

Estava feita a reviravolta, mas Rúben Dias ainda fez o 3-1 de cabeça e Rafa recuperou uma bola para confirmar a goleada de 4-1. 

Vieira vibrou na tribuna

O líder máximo das águias esteve particularmente ativo na tribuna do estádio. Trocou opiniões, que pareceram discordantes, com o dirigente dos minhotos, após o lance do segundo penálti a favor do Benfica.

Vibrou com o golo de Rafa, no seguimento de jogada individual, e no final do jogo, em jeito de consolação, deu uma palmadinha na perna de António Salvador. 

Análise

Segunda parte do Benfica

Uma entrada demolidora na segunda parte permitiu ao Benfica dar a volta ao marcador e sair desta jornada com uma vantagem de dois pontos sobre o FC Porto.

Pizzi liderou a revolta, em que Rafa e João Félix também tiveram papeis ativos.

Braga bipolar

Por mais explicações que Abel Ferreira dê, nada consegue justificar a postura bipolar deste Sp. Braga. Uma primeira parte de sonho, uma desgraça na segunda.

Acaba por sofrer 10 golos do Benfica na Liga (6-2 na Luz e 4-1 em Braga). Muito fraco.

Expulsão de Félix

Um jogo complicado para a equipa de arbitragem.

Três penáltis bem assinalados, apesar dos protestos bracarenses na entrada de Esgaio e na mão à queima-roupa de Bruno Viana. Mas o maior erro foi a não expulsão de João Félix por duplo amarelo (61’).

Benfica pode empatar um dos três jogos

Com dois pontos de avanço sobre o FC Porto, o Benfica pode empatar um dos três jogos que lhe faltam (em caso de os dragões ganharem sempre até final) e mesmo assim garantir o primeiro lugar do campeonato.

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