Federação recordou o "papel fundamental" do futebol para unir pessoas em tempos de "continuada turbulência geopolítica".
A FIFA reiterou esta quinta-feira o seu "firme compromisso" com a paz, recordando o "papel fundamental" do futebol para unir pessoas em tempos de "continuada turbulência geopolítica", mas sem reagir à guerra no Irão ou à situação na Palestina.
"A FIFA não pode resolver conflitos geopolíticos, mas estamos empenhados em usar o poder do futebol e do Campeonato do Mundo da FIFA para construir pontes e promover a paz, enquanto o nosso pensamento está com aqueles que sofrem como consequência das guerras em curso", disse o presidente Gianni Infantino, após a reunião do Conselho do organismo.
Sem mencionar a questão mais recente, a do Irão, que, após ter sido militarmente atacado pelos Estados Unidos e Israel, manifestou a vontade de transferir os seus jogos no Mundial em Los Angeles e Seattle para o México, o dirigente confessou, em comunicado, apenas o desejo de que a competição decorra "conforme o programado".
A federação do Irão queixou-se de dificuldades impostas pelas autoridades norte-americanas na emissão de vistos e na cooperação logística para preparar a sua preparação no Campeonato do Mundo, pelo que, também por esses motivos, solicitou que os seus jogos com a Nova Zelândia, Bélgica e Egito se disputem no México, solução que a presidente do país validou.
De igual modo, o organismo que tutela o futebol mundial esquivou-se a tomar posição quanto à proposta apresentada pela Associação de Futebol da Palestina para investigacão da participação em competições israelitas de equipas de futebol desse país "alegadamente sediadas em território palestiniano".
"A FIFA não deve tomar qualquer medida, dado que, no contexto da interpretação das disposições relevantes dos Estatutos da FIFA, o estatuto legal final da Cisjordânia continua a ser uma questão não resolvida e extremamente complexa ao abrigo do Direito internacional público. A FIFA deve continuar a promover o diálogo e oferecer mediação entre as associações da Palestina e de Israel a nível operacional (...) e continuará a facilitar um envolvimento estruturado e a monitorizar a evolução da situação", reagiu o organismo.
Com a previsão de receitas recorde na ordem dos 12.000 milhões de euros para o período 2027-2030, a FIFA pretende reinvestir em promover a modalidade em todo o mundo, oferecendo às federações nacionais um aumento de oito vezes nesse apoio quando comparado com o periodo anterior a 2016, com o programa FIFA Forward a receber cerca de 2,35 mil milhões de euros.
"Não se trata apenas de números, mas de resultados concretos, como mais oportunidades para competir ao mais alto nível para jogadores homens, mulheres e jovens, bem como melhores infraestruturas e maior acesso à tecnologia em todas as nossas Associações Membro da FIFA", exemplificou Infantino, desejoso de ver mais crianças e campos ligados ao futebol.
Ainda este ano, a FIFA vai convocar um congresso extraordinário para atribuição dos Mundiais femininos de 2031, com as candidaturas conjuntas da Costa Rica, Jamaica, México e Estados Unidos, bem como o de 2035, com Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales a unir-se igualmente.
A confirmar a aposta no futebol feminino, a edição de 2031 será a primeira a incluir 48 equipas, tal como vai acontecer este ano na competição masculina, que será coorganizada por Estado Unidos, Canadá e México, entre 11 de junho e 19 de julho.
Por outro lado, para promover a igualdade de género, todas as competições femininas da FIFA vão passar a exigir que a treinadora principal e/ou pelo menos um dos treinadores-adjuntos, bem como um membro da equipa médica e dois dos oficiais no banco de suplentes sejam do sexo feminino.
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