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Magriço António Simões arrasa Cristiano Ronaldo

"Quis demonstrar que era líder na final do Euro2016".

19 de julho de 2016 às 19:07

Figura histórica do futebol português, António Simões arrasou o comportamento de Cristiano Ronaldo durante a final do campeonato da Europa.

Obrigado a abandonar de forma precoce a partida contra a França devido a lesão, o avançado de 31 anos viveu de forma intensa o duelo que terminou com o triunfo da seleção nacional.

"Em geral, o país e a comunicação social parece que percebeu que Cristiano Ronaldo aos 31 anos é um líder. Duas semanas antes tinha mandado o microfone para dentro de água e duas semanas depois era líder. Isto é mandar poeira para os olhos, é um atestado de estupidez a quem anda nisto. Alguma vez se Mourinho fosse treinador aquilo acontecia? Acho que o gesto de Fernando Santos foi de grande inteligência e exemplo de como se podia gerir com simplicidade e humildade aquela situação no banco e como evitar um conflito, revelando uma grande classe", começou por dizer o antigo jogador em entrevista ao jornal I

"Se porventura fosse outra pessoa que tivesse um complexo de autoridade, aquilo não teria acontecido ou teria acabado muito mal. Mas ninguém fala disto, toda a gente descobriu que afinal de contas o homem é líder. Em 1966 o capitão era o Mário Coluna e seria impensável acontecer uma coisa destas. Era o que faltava. Nem o treinador autorizava nem isto se atravessava na cabeça do Mário", acrescentou.

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Magriço António Simões arrasa Cristiano Ronaldo FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

"Eusébio, Cruyiff, Maradona nunca fariam isso"

Mas o magriço não parou por aqui nas críticas a CR7, sublinhando que o goleador deveria ter sido mais comedido quando "assumiu" o papel de adjunto de Fernando Santos. 

"Uma vez que se ganhou, quem é que quer saber disso? A vitória abafa. Mas foi por causa disso que ganhámos? Acha que com toda a gente no banco a ficar doida e o Cristiano Ronaldo a fazer de líder… foi por isso que ganhámos? Se as pessoas começarem a pensar que foi por causa disso que ganhámos, então exijo que se faça isto em todos os jogos. Tenho 50 anos de carreira, nunca assisti a uma coisa destas na minha vida. Todos os grandes jogadores do mundo nunca se atreveram a uma coisa destas. E agora querem convencer-me que foi por causa disto que se ganhou? Vou-me matar, como dizia o outro", realçou o antigo jogador do Benfica e da seleção nacional. 

Na opinião de António Simões, jamais outros craques do futebol mundial fariam o que o capitão das quinas fez durante o embate do Stade de France.

"Levantei-me feliz e contente porque Portugal ganhou. Mas não podemos passar do 8 para o 80. Jogadores como conheci, líderes de grande calibre, Pelé, Eusébio, Cruyiff, Maradona... O Maradona até mesmo tendo em consideração a sua personalidade, nunca fez uma coisa destas. Acho que se apoderou do Ronaldo uma ansiedade tremenda de querer ganhar e demonstrar que era líder. Quem é líder não tem necessidade de fazer isto. Comprem livros de liderança, leiam. Fez aquilo, não trouxe mal ao mundo, ganhámos, mas não é a matriz de liderança. Peço desculpa se estou a ofender alguém. E quero que ponha isto, não vá alguém ofender-se. Chegou-se a um momento neste país em que quando se faz uma crítica, mesmo construtiva, é-se mal visto. A determinada altura durante o Europeu qualquer crítica era dizer mal ou ser antipatriótico. Não faz sentido. Se isto é assim, em que democracia vivemos nós?", questionou.

Na final do Euro2016, Portugal derrotou a França por 1-0, com um golo apontado por Éder já em período de prolongamento.

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