Ángel María Villar e filho são suspeitos de corrupção.
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O presidente da Federação Espanhola de Futebol, Angél Maria Villar, e o filho foram, esta terça-feira, detidos pela Guardia Civil.
O organismo foi alvo de buscas e, segundo avança o jornal El País, são esperadas mais detenções durante ao longo do dia.
Em causa estarão casos de corrupção no seio da federação, liderada por Angél Maria Villar há 29 anos.
A operação terá começado nas primeiras horas da manhã desta terça-feira e será o culminar de uma investigação aprofundada anti-corrupção no seio do futebol espanhol que durará há mais de um ano.
Quanto a Villar, este é suspeito de ter desviado dinheiro dos cofres da Federação para proveito próprio, em conluio com o filho. Em jogo também estarão alegados favores de Villar a determinados dirigentes para garantir a sua continuidade no cargo que ocupa há quase três décadas. Muitos desses favores terão sido, alegadamente, financiados com dinheiro da Federação.
Entre as acusações figuram crimes de corrupção, falsidade, administração desleal e apropriação indevida.
Para além da Federação, diversas delegações ligadas ao futebol espanhol, casas e empresas do filho de Villar estão a ser passadas a pente fino esta terça-feira, numa mega operação que promete agitar o país vizinho.
Recorde-se que Villar foi reconduzido no cargo pela oitava vez no passado mês de maio, num mandato que deveria durar quatro anos.
FIFA espera para se pronunciar acerca da detenção de Ángel María Villar
A FIFA afirmou hoje estar à espera de mais dados para se pronunciar acerca da detenção do presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, alegando "tratar-se de um assunto interno".
"Uma vez que parece estar relacionado com assuntos internos da Federação Espanhola, esperamos ter mais informações a respeito do caso", declarou um porta-voz da FIFA, depois de Ángel María Villar, na presidência da RFEF há 29 anos, ter sido preso durante uma operação desencadeada hoje pelas forças especiais da Guardia Civil (UCO) de luta contra a corrupção.
Detenção de Villar prova que "o estado de direito funciona"
O presidente do Conselho Superior de Desportos (CSD), José Rámon Lete, disse hoje que a detenção do presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) demonstra que "o estado de direito funciona", mas prejudica imagem do desporto espanhol.
Lete indicou que a detenção de Ángel María Villar, durante a manhã de hoje, prova que "o estado de direito funciona, as instituições funcionam, que os juízes estão a trabalhar e os corpos e forças de segurança também".
"Vamos ser prudentes e estar expectantes nos próximos movimentos. Os processos são secretos e, portanto, não sabemos nada. Mas atuaremos com toda a contundência da lei", disse o presidente do CSD.
A investigação foi oficialmente iniciada em 2016, após uma denúncia do CSD, que acusava Villar de incentivar a realização de jogos entre a Espanha e outras seleções, de modo a conseguir serviços e outras relações comerciais para o seu filho, Gorka Villar.
"Todas as situações que conhecemos, por indícios ou irregularidades, pomos à disposição das pessoas competentes. A prudência e a cautela não são compatíveis com a máxima contundência, quando se conhecem factos que podem ter sido possíveis crimes", acrescentou o presidente do CSD.
Lete também observou que o dever do órgão desportivo é "cumprir e fazer cumprir as leis", garantindo a "boa governação e transparência das instituições desportivas".
"Estamos preocupados, porque isto não é bom para a imagem de Espanha. Os nossos desportivos, que são quem nos dá êxitos, estão acima de tudo. E eu estou seguro de que serão capazes de elevar a imagem de Espanha até onde o país merece", sublinhou o dirigente.
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