23.ª edição do Campeonato do Mundo vai realizar-se no verão de 2026. Janela de inverno é a última antes da competição.
A proximidade do Mundial2026 pode fomentar um maior fluxo de transferências de futebolistas na janela de inverno, última antes da principal competição internacional de seleções, perspetiva Gonçalo Tristão Santos, responsável do portal Transfermarkt em Portugal.
"Há jogadores que não estão a ter os minutos que queriam e têm em risco a participação no Mundial. Embora com condicionantes que dificultam as maiores transferências, este mercado pode ser bom para os excedentários de clubes mais fortes saírem para emblemas de menor dimensão, nos quais podem ter mais oportunidades", analisou à agência Lusa um dos membros daquele portal alemão especializado em transações de futebol.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo vai realizar-se entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, contando pela primeira vez com 48 seleções, incluindo Portugal, numa inédita organização tripartida de Estados Unidos, México e Canadá.
Uma vez que a janela de verão começará em julho, a última oportunidade para que os jogadores da generalidade dos campeonatos europeus mudem de clube antes desse torneio quadrienal incide nas próximas semanas, estando o mercado de inverno compreendido entre os inícios de janeiro e de fevereiro.
A transição do ano civil faz com que, a partir de quinta-feira, vários atletas entrem nos derradeiros seis meses de contrato, tais como Ibrahima Konaté e Andy Robertson (Liverpool), Bernardo Silva e John Stones (Manchester City), Harry Maguire e Casemiro (Manchester United), Robert Lewandowski (FC Barcelona), Dani Carvajal, David Alaba e Antonio Rüdiger (Real Madrid) ou Koke (Atlético de Madrid).
Outros exemplos são Manuel Neuer, Dayot Upamecano, Raphaël Guerreiro, Leon Goretzka e Serge Gnabry (Bayern Munique), Niklas Süle, Pascal Gross, Emre Can e Julian Brandt (Borussia Dortmund), Juan Jesus e Leonardo Spinazzola (Nápoles), Yann Sommer, Stefan de Vrij, Francesco Acerbi e Henrikh Mkhitaryan (Inter Milão), Mike Maignan e Luka Modric (AC Milan) ou Weston McKennie e Dusan Vlahovic (Juventus).
Gonçalo Tristão Santos descarta padrões comuns na resolução do futuro desses jogadores, que podem renovar ou então sair, seja logo no inverno, quando os respetivos clubes ainda têm chance de serem ressarcidos, ou apenas no verão, adiando para a época 2026/27 um eventual compromisso com outra equipa.
"Há clubes que não veem como um problema que um jogador cumpra o contrato e saia sem compensação financeira no final da temporada. Muitos preferem essa via e optam por contar com esses atletas, até porque, se forem importantes, estar a perdê-los agora pode ser complicado", notou.
O alargamento do Mundial ilustra a crescente densidade competitiva na modalidade, com o treinador Augusto Inácio a reconhecer que os clubes envolvidos em várias provas precisam de mais opções para cada posição, de forma a preservar o descanso dos seus jogadores ao longo da época.
"No meu tempo, eram 24 jogadores [por plantel] e já estava bom. Agora, acho que não é de mais ter 30, 35. As equipas de alta competição têm de ter a noção de que, se há tantos jogos e não se retiram alguns, haverá quem faça entre 70 a 80 partidas por ano. Só que as pessoas não são máquinas e têm cedências, não só no lado físico ou a nível de lesões. A parte mental conta muito, porque, às vezes, aquilo que se pede pode ser sobre-humano", traçou à agência Lusa o ex-defesa internacional português.
Associando a gradual incidência de problemas físicos ao maior número de encontros por temporada, Gonçalo Tristão Santos antecipa que os clubes modifiquem a abordagem às entradas e saídas na construção dos plantéis.
"Há casos em que os jogadores ficam muito tempo lesionados e desfalcam as equipas em posições importantes, principalmente se forem sonantes. É cada vez mais importante ter um plantel com muitas opções e bons atletas para fazer face à crescente onda de lesões que temos visto", sustentou.
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