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André Villas-Boas confessa que Rui Borges lhe dá mais trabalho que Rui Costa, a quem chamou um "senhor" e até pediu desculpa.
"O Frederico Varandas dá-me muito trabalho, temos uma animosidade muito grande, não gostamos um do outro, eu não confio nele nem ele em mim. O Rui Costa é um senhor do futebol, um dos melhores talentos e jogadores portugueses de sempre, uma pessoa digna e humana que lidera o Benfica, o nosso maior rival." Foi desta forma que André Villas-Boas descreveu a sua relação com os presidentes dos dois clubes rivais, e respondeu à questão sobre qual lhe tem dado mais trabalho, confirmando que as relações com o líder do Sporting, como se viu ao longo da época, estão num ponto de rotura total.
"Ele ataca-me no campo pessoal e familiar e não posso permiti-lo. Quando me falta ao respeito não posso permitir que isso continue. No aspeto profissional, partilhamos alguma visão, sobretudo no campo da centralização dos direitos televisivos", prosseguiu Villas-Boas, durante a Conferência Bola Branca, admitindo que apesar das más relações, em temas que ambos os clubes possam ter o mesmo alinhamento, poderá existir uma estratégia comum.
O presidente portista adotou um discurso mais apaziguador quando abordou a sua relação com Rui Costa, apesar de alguns bate-bocas durante a temporada. E até pediu desculpa pela forma como o tratou. "Não fui agradável com ele quando referi que estava no bolso do Frederico Varandas, mas um alinhamento entre Benfica e Sporting parece cada vez mais evidente para determinados temas. Parece-me sempre com o objetivo de calcar os calcanhares do FC Porto e por isso fiz essa afirmação", reconheceu.
"O Benfica é o maior rival histórico do FC Porto. Com muito orgulho, face à conquista deste campeonato nacional, somos o clube com mais títulos no futebol nacional e temos partilhado isso abertamente. A comunicação entre mim e o Rui Costa é muito estreita, franca e direta", acrescentou, desta vez sem mencionar as Taças Latinas do rival, como o fez recentemente.
E TAMBÉM
Pietuszewski até 2031, mas mantém cláusula
Oskar Pietuszewski, como CM adiantou, renovou contrato com o FC Porto até 2031. Apesar de terem existido conversas para o aumento da cláusula de rescisão do jovem que só agora completou 18 anos, as duas partes decidiram manter o valor nos 60 milhões de euros.
Centralização pode acabar em tribunal
Villas-Boas ameaça com os tribunais se a proposta do Nacional e do Marítimo de centralização dos direitos de TV for aprovada.
Diogo Costa e mora para manter
“Diogo Costa é muito requisitado e pode ter convites. Gostava que continuasse e usasse a camisola 2. Mora? Está nos planos mantê-lo, para bem dos nossos olhos”, referiu o presidente portista.
Dois avançados na agenda
“Vamos ao mercado por um ponta de lança. A previsão para o regresso do Samu é em outubro, mas só em novembro estará a 100% e até lá o FC Porto tem de se reforçar”, referiu Villas-Boas. Jakob Ambaek, do Brondby, está a ser apontado ao Dragão pela imprensa dinamarquesa e custa cerca de 12 milhões de euros. Além da condição física de Samu, o FC Porto perdeu De Jong e não acionou a cláusula de compra de Moffi (oito milhões) junto do Nice. Por isso, sabe o CM, além de um ponta de lança, os dragões deverão também contratar um avançado, com características mais móveis, para equilibrar o plantel face à disputa da Liga e da Champions
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