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Correio da Manhã

Desporto
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Sp. Braga castiga erros

Decisão no desempate por penáltis.
Mário Pereira 23 de Maio de 2016 às 01:45
Rui Fonte (Sp. Braga) aproveita a hesitação de Chidozie, perante o olhar de  Marcano, mais atrás, e antecipa-se a Helton para fugir e marcar o 1-0
Rui Fonte (Sp. Braga) aproveita a hesitação de Chidozie, perante o olhar de Marcano, mais atrás, e antecipa-se a Helton para fugir e marcar o 1-0 FOTO: Vítor Chi
Quando o avançado portista André Silva, no primeiro minuto do tempo de compensações, fez o empate a dois golos, com um fabuloso pontapé de bicicleta, o destino do Sp. Braga parecia traçado. Bem fresca na memória coletiva estava a final perdida pelos bracarenses na época passada, ante o Sporting, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, após desperdício de uma vantagem de 2-0, tal como agora. E também com o golo do empate dos leões a surgir após o minuto 90. Mas desta vez a história foi outra. Com bênção de um Presidente da República adepto e de dois centrais ‘amigos’, os portistas Chidozie e Marcano, o Sp. Braga ganhou. E em mais um capricho do destino, fê-lo no dia em que celebrava 50 anos sobre o único triunfo, até este domingo, na prova.

Para o FC Porto, este jogo foi o paradigma de uma época marcada por erros, equívocos, tristezas e desilusões. A equipa de José Peseiro (terá sido o fim da linha para o técnico?) teve mais bola, mais remates, mais oportunidades, mas uma equipa que comete falhas tão primárias como as que aconteceram nos lances do 1-0 e 2-0 está condenada a engrossar o rol dos fracos. E destes não reza a história. O Sp. Braga foi uma equipa coesa, abnegada e trabalhadora, mas o seu maior trunfo foi saber castigar os erros grosseiros do FC Porto. Deu a iniciativa do jogo ao adversário e manteve-se atento aos seus desvarios. Foi quanto bastou. Rui Fonte e Josué aproveitaram ‘baldas’ dos centrais Chidozie e Marcano, à vez. Chegou ao 2-0 e a desgraça portista só não aconteceu em tempo útil porque o jovem André Silva marcou por duas vezes e quase mudava o nome para André Salva. Mas não salvou, mesmo tendo nos pés o lance que redimia o dragão aos 120 minutos. Depois nos penáltis apareceu um herói, o guarda-redes Marafona. E a festa pintou-se de vermelho.

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