São já cerca de 900 os Clubes Ciência Viva na Escola (CCVnE) que, por todo o país, promovem o ensino experimental da ciência e da tecnologia.
Testar reações químicas, pôr à prova os robôs que aprenderam a construir e programar, ou demonstrar conhecimentos adquiridos com experiências e palestras. Centenas de alunos participaram no Fórum dos CCVnE, o grande encontro do projeto que desde 2018 fomenta o contacto direto de estudantes com o mundo da investigação, desde o jardim de infância até ao ensino secundário e profissional. Para a secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, “este programa é muito completo porque estimula o interesse para a ciência e tecnologia, e desenvolve várias capacidades que são muito úteis na educação, como trabalhar em equipa, desenvolver projetos e encontrar soluções”.
Matilde Lopes tem 12 anos, frequenta o CCVnE de Estremoz e é uma verdadeira entusiasta da ciência que gosta de misturar com arte porque “a ciência não é estanque, é uma matéria que se transforma em várias, como em matemática, biologia ou geologia”. Já Guilherme Justo, do CCVnE de Vendas Novas, é apaixonado por informática. “Quando terminar o curso profissional quero integrar logo o mercado de trabalho para programar”, garante ao mostrar o projeto que tem desenvolvido com vários robôs no clube que tem ajudado este jovem de 16 anos a consolidar conhecimentos na área que quer seguir.
Um dos pilares importantes deste programa são as parcerias que ajudam ao funcionamento dos clubes, onde universidades, empresas, municípios ou centros de investigação dão a possibilidade aos alunos de participarem em projetos científicos e terem acesso a estágios, transportes, espaços para desenvolverem atividades ou até equipamentos a que as suas escolas nunca teriam acesso de outra forma. É isso que faz João Milheiro, do Fab Lab Aldeias do Xisto, que leva os equipamentos de fabricação digital às escolas, “para as crianças terem contacto direto com a impressão 3D, em que a aprendizagem se faz de uma forma muito prática baseada na experimentação”.
Sofia Lucas, da Ciência Viva, entidade promotora deste projeto, reforça que esta “rede de parcerias que os professores iniciaram com o nosso apoio faz com que este projeto seja inovador a várias dimensões”. A responsável garante que também “os professores fazem toda a diferença, já que desafiam os alunos de forma regular”.
O Fórum de CCVnE que teve lugar no CNEMA, em Santarém, vem reforçar o contributo destes clubes como espaços de experimentação e descoberta para o desenvolvimento de competências científicas dos estudantes. Ao todo existem 897 clubes que contam com mais de 3500 professores de diferentes áreas científicas e quase 4 mil parceiros num programa da Ciência Viva e da Direção-Geral de Educação, que conta com o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, da União Europeia.
Pela 3.ª vez consecutiva, Portugal fechou mais um ano com excedente comercial, representando 1,2% do PIB. Nos últimos 25 anos, o país apresentou défices comerciais até à chegada da Troika, mas inverteu posteriormente o saldo para positivo, com exceção dos anos de pandemia.
A balança de bens é deficitária porque Portugal importa mais mercadorias do que exporta. Já a balança de serviços dá excedente sobretudo devido às receitas que os turistas trazem a Portugal. Espanha é o principal parceiro da exportação dos bens portugueses. Já o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos da América são os principais países a procurar os serviços portugueses.
Rosalia Vargas, Presidente da Comissão Internacional de Acompanhamento da Ciência Viva
Há dias, dei comigo a pensar que a participação no Fórum dos Clubes Ciência Viva na Escola é como ir a um festival de música de verão. Vá lá, acreditem, nem me parece que esteja a exagerar.
Vejam lá como o Luís, diretor do Centro Ciência Viva de Lagos, descreve o encontro com um miúdo no recente Fórum em Santarém: “Tinha uns dez anos — talvez doze, não mais — e ficou a olhar para a réplica impressa em 3D de uma pegada de dinossauro. Não o olhar intermitente de quem passa por uma bancada de coisas giras, mas com o olhar de quem pousa os pés numa pergunta – ‘Isto é mesmo de uma pegada de dinossauro?’ O que se seguiu não foi um interrogatório. Foi uma dança. Cada resposta que o miúdo arriscava era temperada com um, ‘Mas também podia ser outra coisa, não?’, ou ‘Isso é o que acham ou é o que têm a certeza?’”
… e a pólvora
Pois que os governos percebam que aprender é perguntar, duvidar, não “certezar” - esta é tua, Luís! Deem tempo e confiança às escolas… porque sem liberdade e sem Ciência não há futuro!
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