Cantora está de volta aos palcos acompanhada por uma nova banda, prometendo o momento mais intimista da noite.
Depois de atuações em Espanha, Itália e Polónia, a cantora que compôs o tema vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2017, encabeça esta quinta-feira (1 de agosto) o Festival N2 em Chaves. No dia 11 estreia-se no Festival Bons Sons, em Tomar, e no dia 16 sobe ao palco do Festival Sol da Caparica. Oportunidades para a ver e ouvir acompanhada por uma nova formação que transpõe para o palco uma nova dimensão de 'Rosa', o seu mais recente álbum.
O que pode o público ver e ouvir nesta digressão?
Esta digressão é um bocadinho diferente daquilo que tenho andado a fazer nestes últimos anos. Temos toda uma nova formação – com duas guitarras e três sopros – e o concerto é, por isso, muito intimista, porque se ouve cada palavra, cada acorde, cada nota da melodia. É tudo muito exposto.
Mas é de propósito para haver essa fragilidade e essa ligação com as pessoas. Inspirei-me muito nesse tipo de música, porque era o que me andava a emocionar mais e esta digressão tem isso… tem as canções deste disco novo e algumas das canções antigas transportadas para esta nova linguagem. É um concerto muito íntimo, no qual vou contando histórias e as pessoas vão indo comigo nessas viagens.
Quanto mais se toca ao vivo, mais fácil se torna?
Eu já não fico muito nervosa. Mas depende dos concertos: no primeiro concerto desta digressão, em Coimbra, estava nervosa porque era tudo novo, eu estava a tocar com músicos novos, a fazer uma sonoridade completamente diferente daquilo a que estava habituada. Mas depois passou. Fico nervosa em momentos e em concertos específicos. Mas ficar um bocadinho nervoso também é importante.
O que mais lhe agrada nestes momentos de proximidade com o público?
Gosto quando as pessoas sentem as canções como suas. Quando me vêm dizer: "Esta canção faz parte da minha vida porque estava a dar quando tive o meu filho ou quando conheci o meu marido." Isso, para nós, é muito bonito porque é quando percebemos que a nossa música acaba por ser a banda sonora da vida das outras pessoas.
Prefere salas ou festivais?
Prefiro salas fechadas. Mil vezes. Mesmo para ir assistir a um espetáculo. Há artistas que eu adoro, mas se souber que vão atuar a um festival penso duas vezes. Depende do festival, claro, mas eu gosto de salas fechadas porque gosto de ver a última fila. Não preciso de ver as caras das pessoas, mas preciso de saber que estão ali, ter essa dimensão. Faz a sala mais quentinha.
Com quem gostava de, um dia, dividir o palco?
Eu gostava muito de cantar com o Chico Buarque, com a Marisa Monte ou mesmo com o Caetano Veloso, com quem aliás já estive (embora não tenha dividido o palco com ele!). Na música portuguesa já estive com muitos que admiro... falta-me o Vitorino! Adoro o Vitorino, mas nunca cantei com ele. Ou o Jorge Palma. Já participei em coisas com o Sérgio Godinho, mas nunca cantámos juntos e também o adoro. Sendo um País pequenino, vamo-nos cruzando muitas vezes, o que faz com que esses sonhos pareçam mais acessíveis.
Ao quinto, um disco totalmente gravado em português... porquê nesta altura?
Muita gente começou a pedir-me para escrever em português e eu também já estava com mais vontade de escrever em português, cada vez mais apaixonada pela nossa língua e com mais vontade de explorar a poesia em português. Até que, de repente, deixei de ter vontade de escrever em inglês. Foi tudo muito natural, da mesma maneira que não sei se um dia mais tarde não voltarei a escrever em inglês.
Continua, no entanto, a ir produzir lá fora, dos Estados Unidos a Espanha, com nomes reconhecidos. O que lhe agrada no trabalho de Raül Refree?
O que eu gosto no Raül Refree, que é catalão, é o facto de ele gostar da simplicidade, do silêncio e de saber aproveitá-los na música, sem ter medo. Muitos músicos têm medo do silêncio, então acabam por pôr demasiadas coisas e a essência da canção fica às vezes um bocadinho perdida. Eu gosto muito de canções. Gosto que se ouça cada coisa, a letra e a melodia, e o Raül trabalha muito bem com isso, com o vazio.
É um disco em que fala muito da família, sendo a Luísa uma pessoa discreta nesse campo. É mais fácil falar de si na música?
Eu falo muito de mim, mas normalmente é aos meus amigos. E sim, falo também de mim na música. Não tenho problemas em falar de mim, não gosto é de expor a minha vida privada e, sobretudo, as pessoas que estão comigo. A exposição pública é algo que vem com a minha profissão, mas os que me são próximos nada têm a ver com isso e não têm de ser expostos.
Para mim, o que faz sentido é que as pessoas que gostam da minha música vão à minha página saber notícias da minha música, mas não têm de gostar dos meus filhos nem ver se os meus filhos já andam ou se já falam. Isso não tem nada a ver. Eu sou música, não sou uma ‘influencer’.
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