Tem 67 anos e a voz seca pelas amarguras da vida. Vive com Susana. É a última das muitas mulheres que lhe passaram pelas mãos.
Augusto José dos Santos Ferreira nasceu numa noite gelada, a 12 de Fevereiro de 1938, na Carrascal de Sintra. Segundo filho de um poceiro e de uma empregada de limpeza, viu os irmãos nascer e enquanto menino teve que olhar por eles: “Éramos oito e eu fazia o jantar para todos”, diz.
Ainda criança, a família muda-se para a Parede – na linha de Cascais – onde Augusto é apelidado de ‘Zé Nabo’. E explica porquê: “Muita gente nem sabe o meu nome, ali na Parede sou o Zé Nabo para todos porque em miúdo passava a vida a comer nabos crus”. A escola pouco ou nada dizia a este rapaz, habituado a cozinhar, ajudar os pais e batalhar pela vida. Cresceu analfabeto, sem vontade de aprender a ler. Cresceu a brincar na rua e a abrigar-se do frio com pequenas fogueiras improvisadas. Agarrava empregos aqui e ali para ganhar tostões. “Fazia muitos recados”, conta.
Rapaz gaiteiro começou a trabalhar como vendedor e a namoriscar as meninas que apareciam: “Dizem que era um rapaz jeitoso e as rapariguitas, coitadas, chegavam-se a mim e andavam ali comigo na venda. Eu ia olhando por elas”, comenta. E foi assim que aos 19 anos, Augusto – ou Zé Nabo – foi pai. Duas vezes da mesma rapariga. “Ela andava perdida na vida, não estudava, não trabalhava e depois de ter as crianças desapareceu, mas eu registei-as ali em Cascais”, recorda. Só que, nunca mais os viu. Explicação: “Ela abalou, levou os meninos com ela para junto da família, eu era um rapaz novo, fartava-me de trabalhar e naquela altura as coisas não eram como agora, não era tão fácil falarmos uns com os outros”.
Pouco depois, e homem feito, envolve-se com Esmeralda. Augusto descreve-a como “uma rapariguita bonita, boa moça mas desorientada”. Esmeralda arranjou emprego em casa de gente aburguesada na linha de Cascais. Mais do que um emprego, encontrou estabilidade. “Tivemos três filhos todos de seguida, dois rapazes e uma menina mas ela nunca me deixou perfilhá-los. Se calhar já estava com intenções de casar…”
É que um membro da família para quem Esmeralda trabalhava apaixonou-se perdidamente por ela. Assegurava o futuro a ela e aos três filhos. Casaram. E as crianças foram registadas com o nome do padrasto. Augusto não se importa simplesmente porque tem a certeza que aquelas crianças cresceram felizes: “Ela casou muito bem e ele era muito bom rapazinho.
Os miúdos tiveram melhor vida do que teriam comigo naquela altura”, conta. E prossegue: “Hoje são uns homens e se me virem, ali na zona da Parede, falam-me. Se calhar para eles sou um velho amigo da mãe, mas dá gozo saber que eles estão muito bem na vida”. Na Parede, Augusto vendia tudo, desde castanhas a sapatos. Vender é algo que lhe está no sangue. E foi a vender qualquer coisa que conheceu Lídia: “Ela andava na má vida e consumia drogas”, diz.
Tiveram dois filhos. Um casalinho. Mas não conseguiam tomar conta deles. Augusto trabalhava dia e noite e começou a ter problemas de saúde. Foi internado. Ela não trabalhava e nem um, nem outro, tinham família a quem confiar as crianças. Foram entregues, por decisão conjunta, à Aldeia SOS de Bicesse. Até que Lídia deu consentimento para os filhos, na época um rapaz com 3 anos e uma menina de 1 ano serem adoptados. “Vi-os lá na aldeia antes de serem adoptados. Visitei-os algumas vezes e percebi que estavam bem estimadinhos”.
Um dia, Lídia suicida-se com um cocktail explosivo de álcool e drogas nos final dos anos 50. Foi sepultada no cemitério de Cascais. Os filhos foram adoptados por pais diferentes. A rapariga foi para a Suíça e conseguiu, volvidas várias décadas, descobrir o pai biológico: “Recebi uma carta dela – que me leram porque não sei ler nem escrever – e um retrato dela e da família. Tem 40 e tal anos e filhos. Estão todos bem lá para a Suíça”, revela o pai ausente mas babado.
Nos anos sessenta, Augusto José, homem feito, começa a ver a família a dispersar. Os pais há muito que haviam morrido. Os irmãos casaram, seguiram as suas vidas, cada um vira-se para onde pode. Certa noite o vendedor ambulante do que calhasse – que também trabalhou em fábricas – atravessa uma mata na zona da Parede e ouve uns gritos. “Chego lá e estava a Alzira atada a uma árvore e meia despida. Uma pouca vergonha. Segurei nela, enrolei-a com a minha camisa e trouxe-a para ao pé de mim. Tinham feito pouco da moça”, recorda.
O que se segue é previsível: Alzira e Augusto apaixonam-se, vivem juntos e têm uma ninhada de filhos. Mais uma vez, esta união é sol de pouca dura. Alzira morre aos 27 anos, no dia em que supostamente se vestiria de noiva. Com alguma mágoa e os olhos cansados Augusto conta o que aconteceu: “Ela começou a ter dores, primeiro na perna, depois no braço, depois na cabeça, berrava, foi transportada para as urgências do São José e faleceu, naquele dia”.
O padre que os iria casar perguntou a Augusto se este queria celebrar o matrimónio. Com uma noiva morta. “O senhor padre explicou que eu podia casar com ela no hospital e que era importante se tivéssemos bens para que os nossos filhos pudessem herdar tudo. Só que não tínhamos nada e sinceramente não tive coragem de casar com uma morta”.
Novamente sozinho, Augusto vê-se confrontado com uma ninhada de filhos nas mãos. E não tem mãos nem capacidades para todos eles. Envolve-se com algumas raparigas e nascem mais filhos. “Depois, conheci a Bela com quem estive uns anos mas que me deixou”. Bela tornou-se madrasta dos filhos de Alzira. Mas uma madrasta má, tal como nas histórias. Quem o recorda é Beta, uma das enteadas de Bela. “Ela batia-nos muito, dava-nos com o cinto, não nos dava comida e dizia que se fizéssemos queixa ao nosso pai era pior”. Beta vai mais longe ao afirmar que todos tinham pavor dela.
Augusto e Bela tiveram três filhos com idades próximas: dois rapazes e uma rapariga. Bela largou o marido, os filhos e os enteados para viver uma paixão avassaladora com um homem mais novo. “Ela deixou-me com todos e fugiu para os braços de um mais novo”, diz Augusto que acabou por concordar que os filhos fossem todos para colégios e Instituições. “Sim, deixei que fossem, sabia onde estavam, visitava-os e sabia que estavam melhor. Que estudavam, aprendiam um ofício e teriam um futuro melhor que o meu que sou pobre e analfabeto”, diz o pai.
Com um ar cansado, Beta, 32 anos, casada em segundas núpcias e mãe de cinco filhos com idades compreendidas entre os 15 e os 3 anos, confessa que não guarda rancor a Bela, a mulher que os maltratou: “Ainda há pouco tempo a encontrei e ela esteve em minha casa. Tem mais cinco filhos deste marido e fui eu que a apresentei aos filhos dela, aos meus meios-irmãos, que ela largou há muitos anos”.
Confrontada sobre o número de irmãos que Beta tem, esta responde que sempre ouviu falar de uns que estão na Suíça e de outras crianças: “No total devem ser uns 19 ou 20 filhos, eu só conheço os meus irmãos biológicos, os filhos da Bela e agora estes pequeninos”. Augusto Ferreira contraria a tese da filha: “Então, eu é que os fiz, sei quantos são. Com esta pequenina são 35. Eles podem não ter todos o meu apelido mas têm o meu sangue. São meus”, afirma.
Enquanto os filhos cresciam em Instituições, Augusto trabalhava e acabou por se envolver com mais mulheres: “Todos os fins-de-semana ia ver e às vezes buscar os meus filhos. Eles são meus”, realça. Confrontado sobre as mulheres com as quais se envolveu, diz que já não se recorda: “Esqueço-me o nome delas, se calhar não foram importantes”. Augusto sabe que tem mais filhos mas prefere não falar em nomes. “Sabe, alguns são meus mas as mães não me deixaram perfilhar”, comenta.
Há dez anos, Augusto, então com 57 anos, conheceu Susana Lopes, na altura com 17 anos. Nunca tiveram nada. A vida pregou-lhes várias partidas e Susana teve uma filha do namorado da altura. A criança chama-se Daniela, tem 8 anos e vive com os avós paternos. Há seis anos, Susana e Augusto reencontraram-se algures na Reboleira, Amadora, e ficaram juntos. “Quando conheci a Susana, ela era menor e andava completamente na má vida. Deus me livre meter-me com uma pessoa assim. O que fiz foi trazê-la para o bom caminho e dar-lhe um lar e uma família porque ela era uma desgraçadinha”, afirma.
Apesar da diferença de idades – 39 anos – ele tem 67 anos e ela tem 28 anos, Susana e Augusto são um casal feliz. Ou eram. Tanto que tiveram três filhos: uma rapariga com 4 anos, um rapaz com 2 anos e uma menina que nasceu no passado dia 13 de Setembro. Vivem no Bairro do Zambujal, Alfragide, numa casa modesta com três assoalhadas cedida pela Câmara. Os três filhos de Augusto e Bela, André, Rodrigo e Cátia saíram das Instituições onde estavam. Rodrigo, 19 anos, ingressou na escola Naval onde é cadete. André tem 21 anos e vive de empregos aqui e ali. Cátia, 17 anos, aspira ser cabeleireira e enquanto não encontra emprego ajuda o pai e a madrasta na venda ambulante das castanhas. E ajudava a tomar conta dos irmãos pequeninos que entretanto, por ordem judicial, foram ou serão entregues a Instituições.
Aos 67 anos e com 35 filhos, Augusto José não se recorda de alguns momentos e de algumas mulheres com as quais se envolveu. Mas lembra-se, na perfeição, de momentos peculiares como aquele em que se juntou a Alzira (a rapariga que resgatou no meio da mata). Ela estava grávida. Augusto quis perfilhar a criança que conhecia desde o ventre da mãe: “Mas ela nunca me deixou”, recorda. Depois nasceu uma ninhada de filhos de ambos e quando Alzira morreu tragicamente, Augusto perfilhou aquela criança: “A Alzira levou para o túmulo o nome do pai biológico do meu filho, mas para mim, é como se ele tivesse o meu sangue”. Quando se pergunta a Augusto Ferreira – que nesta época natalícia se dedica a vender pinheiros na Reboleira, Amadora, o porquê de tantos filhos, este encolhe os ombros e remata: “Os filhos não se dão, não se vendem e fazer desmanchos é pecado. Eles apareceram e graças a Deus estão todos encaminhadinhos na vida”. Curiosamente, este pai de 35 filhos nunca chegou a casar. Oficialmente continua solteiro.
UMA CRIANÇA ADOPTADA E FELIZ
O FILHO DESAPARECIDO
‘João’ (nome fictício) nasceu em 1981. É o filho mais novo de Augusto José e Alzira. O pai e os irmãos não sabem onde ele está. Com apenas quatro anos de idade e depois de sofrer negligências e abusos vários de uma tia que tomava conta dele, ‘João’ foi entregue a uma instituição em Lisboa. A Domingo descobriu o que aconteceu a esta criança. Passaram 20 anos mas uma das responsáveis daquele lar recorda-se perfeitamente deste menino: “É impossível alguém esquecer o sofrimento daquela criança e o estado lastimável em que nos foi entregue”. Sem receber visitas e com a família incontactável, a instituição encontrou um projecto de vida para ‘João’. Aos sete anos foi adoptado. “Ele está óptimo e é feliz”, conta a mesma fonte.
‘João’ tem actualmente 24 anos e vive algures em Portugal alheio aos problemas da sua família biológica. A Domingo soube ainda que, caso ‘João’ tenha mantido o seu nome verdadeiro, não entrou na Força Aérea ou na Marinha. Nas Forças Armadas não nos foi possível obter resposta. Mas ‘João’ está, algures, em Portugal.
UM BÉBÉ INTERNADO DE URGÊNCIA
MEIA IRMÃ REVOLTADA
O filho do meio de Augusto e Susana tem 26 meses e estava temporariamente aos cuidados de uma madrinha que foi negligente. Tanto que o bebé foi internado no Hospital de Cascais. Passaram a visitar o filho todos os dias. Sabiam que não o podiam trazer porque o caso estava em Tribunal. Mas, no dia 18 de Novembro, sexta-feira, tiveram um choque.
Ao chegarem ao Hospital, foi-lhes comunicado que a criança tinha sido entregue a uma instituição. Augusto sente-se revoltado: “Está mal. Levam o menino, ninguém me diz para onde e nem eu nem a Susana o podemos visitar”. Beta, 32 anos, meia irmã deste pequenino, comenta: “Tenho irmãos que podiam cuidar dele, só que a nós ninguém nos perguntou nada. Fazem o meu pai, que é analfabeto, assinar papéis e ele nem sabe o que assina”. Depois de muita insistência, no passado dia 6 de Dezembro, Augusto Ferreira descobriu que o filho estava na Casa da Encosta, em Sintra, e correu a visitá-lo.
UM EPISÓDIO INSÓLITO NO FINAL DOS ANOS OITENTA
ACORDOU NA MORGUE DO S. JOSÉ
No final dos anos 80, Augusto Ferreira viveu uma experiência insólita. Foi transportado de urgência no Hospital de São José, Lisboa, devido a problemas respiratórios e a uma hérnia que insiste em não o largar. Os médicos aparentemente não o conseguiram salvar e enviaram-no para a morgue.
Mas Augusto estava vivo. Bem vivo. “Quando acordei, senti um lençol a tapar-me a cara. Destapei-me e nem queria acreditar que os meus vizinhos eram cadáveres. Estava na morgue! Levantei-me e fugi dali”. Pelo meio, enfrentou um guarda que não percebeu como saíra um homem a correr da morgue e vários médicos foram atrás dele. “Puseram-me soro e mais umas porcarias e de repente tinha alguns dez médicos em cima de mim”. Mal se recompôs, Augusto Ferreira fugiu daquele hospital, onde nunca mais quer entrar.
4600 AGREGADOS COM MAIS DE 3 FILHOS
FAMÍLIAS NUMEROSAS
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) nasceu pela mão de um grupo de amigos em 1997: “Arrancámos com 200 sócios fundadores”, diz Fernando Ribeiro e Castro, presidente da APFN, pai de 13 filhos e avô de cinco netos. “Basta estar à espera do terceiro filho ou ter três filhos ou mais para uma mãe ou um pai se inscreverem”, acrescenta.
Com uma quota anual de 30 euros, todas os sócios beneficiam de descontos e regalias em 600 empresas portuguesas ou particulares: desde descontos significativos na compra de bens alimentares até permutas de artigos de crianças, tudo é possível para os 4600 sócios da APFN, incluindo uma família que tem 17 filhos. O presidente realça a grande batalha da APFN: “Lutar contra um sistema fiscal frontalmente contra a família”. Informações em http://www.apfn.com.pt.
VIVER TRÊS MESES NO AMADORA-SINTRA
Augusto José e Susana Lopes têm três filhos pequeninos: uma rapariga com 4 anos, um rapaz com 2 anos e uma filha com quase 3 meses. A família estava a ser acompanhada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora. Mas, quando Augusto José retirou o consentimento à CPCJ de intervir, o processo dos filhos foi para Tribunal.
A filha foi internada no final de Agosto na sequência de um ataque de epilepsia. Entretanto, Susana, que estava grávida, deu à luz mais uma menina no dia 13 de Setembro. Nem uma, nem outra, puderam sair do Hospital uma vez que o processo estava em Tribunal. Fernando Pereira, jurista da CPCJ da Amadora explica: “O nosso papel é trabalhar a família ou tentar encontrar na família mais alargada um lar para as crianças”. Segundo a CPCJ tal não foi possível.
E as duas crianças, uma recém-nascida e outra com apenas 4 anos de idade, ambas com alta clínica, viveram entre quatro paredes durante três meses, no Hospital Amadora-Sintra à espera que o Tribunal de Família e Menores de Lisboa lhes encontrasse um lar. Tal só aconteceu no passado dia 28 de Novembro quando as crianças foram encaminhadas para o Lar Sagrada Família, na Parede. Maria do Céu Machado, directora de pediatria daquela unidade hospitalar e presidente da Comissão Nacional de Saúde da Criança e do Adolescente desabafa: “Infelizmente, temos regularmente crianças detidas e todos os dias questiono a mim própria onde é que elas estão melhor. Acaba por ser uma pergunta retórica”.
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