Um avião ligeiro não pilotado da Marinha está em testes. A Escola Naval já fez o Pelicano levantar voo e promete que depressa será usado para espiar operações de embarcações suspeitas nas águas territoriais portuguesas.
A margem do Terreiro do Paço aperta o plano do Tejo com a força de uma tenaz. Na boca da lancha de fiscalização ‘Cassiopeia’ – ao limite dos 25 nós (cerca de 45 km/h) –, a dupla civil Fernando Cabeça e José Cavadas, o primeiro acompanha os alunos da Escola Naval e o outro pilota por radiocomando aeromodelos, prepara-se para lançar no ar um espia, apelidado de Pelicano. O ‘Unmanned Aerial Vehicle’ (UAV, sigla inglesa), de esferovite, listado de um laranja florescente, vai rogar tréguas à chuva para testar o seu voo.
O avião sobe e exibe-se em ‘loops’; transmite em directo imagens por vídeo de um bote na água; rasga os céus com destreza; dirige-se para a lancha; um radar, emprestado pela PSP, mede a velocidade de aproximação; e, numa proeza, cai a pique sobre uma rede esticada na proa. “Aterrou!” – gritam os ‘walky-talkies’. Os militares lançam-se ao aparelho com sorriso de sucesso. “Sabíamos a teoria e foi bastante positivo vê-lo voar.” O entusiasmo de Rocha de Sousa, um dos cadetes que vai continuar a desenvolver este projecto da Marinha, eleva as expectativas: por menos de cinco mil euros, que é quanto irá custar produzir um Pelicano, será possível poupar meios navais – e dinheiro – na fiscalização e no patrulhamento das nossas águas.
A bordo da ‘Cassiopeia’, o burburinho dos cadetes estende-se até ser abafado por um ronco mecânico do UAV. É uma roda-viva para aqueles que nunca ergueram o pescoço ao céu para vê-lo voar. Antes de descolar, o motor parou. Dá-se um encosto de bateria, e acelera, depois repousa ao ralenti. Os militares assistem às mãozinhas de José Cavadas, piloto de testes do aeromodelo, a controlar o radiocomando. “É preciso ter muitas horas de voo e partir muitos aviões”, garante o proprietário de uma empresa apoiante do projecto. “Hoje foi bom, não foi preciso ir buscar nenhum deles à água”, agracia.
E é não perder o Pelicano – que significa projecto experimental ligeiro de investigação/concepção de aeronave naval de observação – de vista, assim que Fernando Cabeça o solta. O modelo escolhido é leve e mede, propositadamente, 1,72 metros entre asas. O que permite aterrar na retaguarda de qualquer lancha de fiscalização com apertados 27 metros de comprimento, evitando os turbilhões que se formam com a deslocação. Quando o projecto que transformou este aeromodelo de prateleira de loja crescer, ninguém vai ter de o pilotar. Será uma espécie de ‘boomerang’ tecnologicamente evoluído. Leva uma rota definida, percorre as coordenadas, cumpre a missão, e volta.
INVISÍVEL
Ainda não é invisível, mas está pré-destinado. Assim que o corpo do Pelicano for pintado de cinzento-naval irá confundir-se entre mar e céu. Uma necessidade imperativa para um aparelho que se presume vir a fazer o reconhecimento de embarcações suspeitas, transmitindo imagens de vídeo, em directo, para os computadores a bordo da lancha. E os actos ilícitos provam-se em Tribunal através de fotografias geo-referenciadas tiradas pelo próprio.
“Pode-se facilmente imaginar o que é deslocar um meio naval, ter de ir até dez ou 12 milhas, para identificar um navio. É preciso uma hora para lá ir e outra para voltar, a somar ao combustível” – explica à Domingo o contra-almirante Saldanha Junceiro, comandante da Escola Naval (ver entrevista). “Há aqui benefícios que multiplicam, enormemente, as capacidades de uma lancha.” Mais, aperta-se o cerco às pescas ou ao transporte de substâncias ilícitas. E, fora do mar, as missões civis de combate à poluição ou, outro exemplo, prevenção de fogos e estudos meteorológicos ganham novas valências.
A Escola Naval atribuiu 16 mil euros para financiar o Pelicano. “O problema principal é que este é um meio académico. Os cadetes que estão no projecto durante um ano, no ano seguinte, passam o serviço a outros. Há alguma perda de tempo” – lamenta o tenente Veloso, coordenador deste projecto de De-senvolvimento e Investigação. “Se não fosse isso, se calhar, este projecto já estaria acabado”, acrescenta o engenheiro. “Mas também não há volta a dar.” Certo é que já se provou que o aeromodelo pode aterrar numa lancha – e todos julgavam improvável. Agora trabalha-se na autonomia e na programação das futuras missões. No modo automático, por enquanto, só está assegurada a estabilização do avião.
“Isto começa pelo aproveitamento de um brinquedo e, de futuro, pensamos que se torne num instrumento muito sério”, descreve o cadete Rosas, de 22 anos. Mas o deslumbramento por ter assistido, pela primeira vez, ao teste do UAV leva-o a percorrer as suas memórias. De parte da infância passada algures no Minho, o finalista do curso de Marinha recorda momentos em que o pai lançava ao ar um planador. Passavam depois uma tarde a procurá-lo nas plantações de milho. Mas na Escola Naval os objectivos são proveitosos para a Marinha. “No mar conseguimos ver o trabalho que fazemos na escola”, quebrando a monotonia do papel e dos algoritmos para resolver problemas.
MUDANÇA RADICAL NO CONCEITO
A escala é reduzida à dimensão dos aeromodelos – longe de ser um hangar –, o laboratório onde se desenvolvem as tecnologias que vão dotar o Pelicano de novos automatismos ocupa uma sala de aulas da Escola Naval. Estendem-se pelas bancadas pequenas peças de aviação, pranchetas com os planos do projecto. Exala o cheiro de cola e óleos das engrenagens. Os cadetes não resistem a pegar nos UAV da Marinha e a espreitar o seu pequeno motor de combustão.
Qualquer mecanismo que se pretende juntar aos aeromodelos testa-se antes em terra e depois no mar. O sistema de aterragem na poupa da lancha requeria uma mudança radical no conceito aplicado a este tipo de aeronaves ligeiras. Havia modelos que pediam uma pista plana de dimensões demasiado altas. Outros modelos, também no mercado, aterravam na vertical – à semelhança dos helicópteros –, mas a deslocação do vento lançaria à água o aparelho. Por fim, pensou-se num sistema em que o avião passa rente a um cabo elástico que o prende. Era a hipótese mais favorável. A equipa liderada pelo engenheiro Veloso e pelo professor (civil) Vítor Lobo partiu para o terreno. Neste caso, um campo de futebol, usado nos treinos físicos dos militares.
O aeromodelo escolhido é de madeira – mais pesado que o Pelicano – e foi logo pintado de azul e com as inscrições da Marinha. Seguiram-se muitas horas de voo e inúmeras tentativas de aterragem para que os pilotos Fernando Cabeça e José Cavadas desistissem de travar o Pelicano com o cabo extensível. Foi então que se projectou uma malha de rede fácil de fixar à proa de uma lancha. O UAV passou aos testes na água.
“O grande objectivo agora é desenvolver o sistema de aterragem automático através de duas câmaras, colocadas na lancha, que dão as coordenadas necessárias”, avança o cadete Rocha de Sousa, de 21 anos. “Há muita vontade da parte de todos nós de o pilotar”, confessa o finalista do curso de Engenharia Naval, ramo de Armas e Electrónica. A verdade é que poucos terão a oportunidade de comandar o Pelicano, já que de futuro os pilotos serão dispensáveis.
PRATICAR O QUE A TEORIA NÃO ALCANÇA
Além do proveito que os meios navais da Marinha poderão tirar deste projecto de investigação, para os cadetes acaba por ser uma oportunidade de praticar o que a teoria não alcança. O trabalho de final de curso consiste na produção de avanços e na sua explicação. No ano lectivo anterior, dois alunos aplicados ao UAV arrecadaram o prémio de excelência da Armed Forces Communications Electronics Association – uma associação sem fins lucrativos que encoraja as relações entre governos, indústrias e militares para o desenvolvimento de sistemas de segurança. Uma prova de que os projectos de baixo custo financeiro podem estar na senda do desenvolvimento tecnológico.
Longe de estar pronto para passar à produção, o Pelicano também precisa de algumas afinações nos sistemas de transmissão de imagens. Na tarde em que o UAV voou – enquanto a ‘Cassiopeia’ percorria a costa do Terreiro do Paço a Belém – as imagens recebidas estavam cortadas por fantasmas e brancas. Um problema na potência de transmissões não permitiu registar filmagens perfeitas. Mas outros testes já haviam confirmado uma boa definição, com um sistema mais potente. E que deverá passar a equipar o UAV, preparando-o para se tornar num verdadeiro espia.
“Mas agora estamos numa fase muito complicada porque estou a fazer um curso, até Maio, e não vou ter tempo de acompanhar, devidamente, os cadetes”, lastima o coordenador. Pormenores que cortam a ansiedade dos cadetes de verem o Pelicano numa esquadra militar.
A História Internacional também reserva diversas participações, em teatros de operações, de UAV: Bósnia, em 1995, nos Balcãs, em 1999, na guerra do Afeganistão, em 2001, e no Iraque, mais recentemente, só que estas duas últimas participações incluíam a componente de ataque.
O Pelicano, no seu último voo, regressou a terra mais cedo do que se esperava. O tempo mudou, o vento acelerou e a chuva ameaçava revoltar até o enorme Rio Tejo. Condições meteorológicas que, até agora, não afectaram o seu bom funcionamento. Até as quedas na água se mostraram um mal menor, já que os motores e os transmissores do UAV se mantiveram sempre operacionais. As próprias peças usadas na construção do avião ligeiro são de reparação fácil e a sua substituição não carece de gastos elevados. Nada parece parar o voo do inovador engenho criado por militares nacionais.
LEVANTA VOO E ATERRA NA LANCHA, ENTRE PATRULHAS
Há espiões que voam invisíveis pelos céus em missões inteligentes: são os UAV (sigla inglesa para ‘Unmanned Aerial Vehicles’), aeromodelos pilotados por radiocontrolo ou autopilotados, que podem transportar câmaras de filmagem, sensores, equipamentos de comunicação, ou outras formas de recolha de informação. E poupam-se vidas. Desde os anos 50 que estes camuflados entram em teatros de guerra, patrulhamento costeiro, ou, por exemplo, no combate ao tráfico de droga.
A Escola Naval, no Alfeite, está a desenvolver um modelo autónomo, que alcance as 12 milhas náuticas – o alcance das águas territoriais. Mais: será um avião, baptizado de Pelicano, capaz de aterrar numa lancha em movimento. E como? Através de uma rede, com malha elástica, que amortiza o embate na proa da embarcação em movimento. O que à primeira vista parece fácil, na verdade, exige tecnologia que permita estas manobras descartando a perícia de um piloto. E com uma vantagem, o aeromodelo em esferovite, muito leve, e de reduzidas dimensões, será produzido a baixo custo: por menos de cinco mil euros. O projecto é financiado em 16 mil euros, por três anos, pelo próprio Instituto da Marinha.
OUTROS PROJECTOS DA ESCOLA NAVAL
A Escola Naval tem entre mãos outro projecto que se julga promissor. Trata-se de um sistema que irá controlar todos os mecanismos a bordo de uma embarcação e gerir a longevidade das suas peças, permitindo antever avarias e antecipando arranjos.
Além dos projectos que a própria Escola Militar financia, como é o caso do Pelicano, também a Fundação para a Ciência e Tecnologia apoia dois outros projectos – num total de pouco mais de 23 500 euros –, um na área da inteligência artificial e outro que estuda os impacto de tiros sobre placas de compósitos arâmicos. Este estabelecimento militar de Ensino Superior permite que os cadetes trabalhem nestes projectos no âmbito da sua formação em seis cursos: Marinha; Engenharia Naval, área de Mecânica, ou de Electrónica; Administração Naval; Fuzileiros e Médicos Navais.
"ESTA TECNOLOGIA É MUITO BARATA"
O comandante da Escola Naval, no Alfeite, acredita que o Pelicano irá rentabilizar os meios navais, substituindo-os em missões de recolha de informação.
A Marinha vai beneficiar com o desenvolvimento do Pelicano?
Com certeza. Numa actividade operacional irá rentabilizar os meios navais que não vão precisar de fazer algumas deslocações para colher informação. Esta tecnologia é barata. Até agora só deitámos a mão ao que está nas prateleiras, só estamos a desenvolver o sistema de comando e controlo para o transformar numa peça autocontrolada. Que se lance com a rota, e nós só temos de lhe esticar a rede para aterrar.
E têm outros projectos?
Iniciámos agora um projecto sobre o processos de monitorização do estado de condição de avarias a bordo.
Atendendo ao historial dos vários equipamentos a bordo, e da leitura desses dados, poderá o sistema em estudo, de futuro, concluir se o equipamento vai avariar ou se ainda vai ficar mais ‘x’ horas a funcionar.
A Marinha tem bons meios navais?
Não posso falar sobre isso, está fora da minha competência. Mas devo dizer que a Marinha está no fim de um ciclo e que se está a iniciar um novo ciclo.
É importante renovar os submarinos?
Considero todos esses meios que estão previstos na renovação indispensáveis para termos a Marinha que o País precisa.
PERFIL
- Francisco Manuel Sandanha Junceiro
- Idade: 57 anos
- Patente: contra-almirante
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