Boris Vujcic foi eleito vice-presidente do Banco Central Europeu.
O presidente do Eurogrupo salientou esta segunda-feira "as competências e os conhecimentos especializados" dos seis candidatos à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), incluindo do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno.
"O Eurogrupo decidiu hoje apoiar Boris Vujcic, governador do banco nacional da Croácia, para o cargo de vice-presidente do BCE. [...] Gostaria de felicitar Boris Vujcic e também de destacar as competências e os conhecimentos especializados de todos os candidatos e de lhes agradecer o seu interesse e empenho", disse Kyriakos Pierrakakis.
Em conferência de imprensa em Bruxelas, após aquela que foi a sua primeira reunião como presidente do Eurogrupo, o ministro grego das Finanças destacou o "sinal de maturidade institucional, num contexto em que o número de candidatos foi excecional e tendo em conta experiências passadas", já que foram necessárias menos de três horas para chegar a acordo, ao passo que em 2012 foram necessários seis meses.
O Eurogrupo escolheu esta segunda-feira o governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic, como vice-presidente do BCE, substituindo no cargo Luis de Guindos, cujo mandato termina no final de maio.
Fontes europeias avançaram à agência Lusa que a escolha foi feita na terceira ronda, já composta por dois candidatos de entre seis iniciais, com Boris Vujcic a arrecadar o necessário apoio (de 72% dos Estados-membros da área da moeda única - ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro -, representando pelo menos 65% da população), face ao governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.
Na segunda ronda de votações, o Governo português retirou a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno à vice-presidência do BCE, num esforço para consenso que levou à retirada dos menos votados.
A votação decorreu à porta fechada na reunião dos ministros das Finanças do euro (Eurogrupo), em Bruxelas, na qual Portugal estava representado pelo governante da tutela, Joaquim Miranda Sarmento.
A votação recaía, inicialmente, sobre seis candidaturas: a do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro das Finanças, Mário Centeno; do governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks; do governador do banco central da Estónia, Madis Müller; do governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn; do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius; e do governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic.
Na primeira ronda, que durou cerca de uma hora, a Lituânia e a Estónia retiraram os seus candidatos à vice-presidência do BCE.
Já na segunda, e também por angariar menos apoio, Portugal retirou a candidatura de Mário Centeno, assim como fez a Letónia com a do governador do banco central letão.
A terceira ronda foi disputada pelos candidatos da Croácia e da Finlândia, tendo ganhado o primeiro.
Na sequência da discussão do Eurogrupo, o Conselho da União Europeia adotará uma recomendação ao Conselho Europeu (ao nível de líderes), deliberando por maioria qualificada reforçada dos países do euro.
Em conformidade com o processo de seleção, depois de dados estes passos, o BCE e o Parlamento Europeu serão consultados antes de o Conselho Europeu tomar uma decisão final.
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