Países deverão realizar no final da próxima semana uma nova ronda de negociações comerciais de alto nível em Paris.
China e Estados Unidos deverão realizar no final da próxima semana uma nova ronda de negociações comerciais de alto nível em Paris, numa fase em que prosseguem os preparativos para a visita do Presidente norte-americano a Pequim.
As delegações serão lideradas pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que deverão discutir acordos comerciais e de investimento -- incluindo tarifas, investimento bilateral, soja e minerais de terras raras -- que poderão ser apresentados como resultados concretos quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, nas semanas seguintes, segundo fontes citadas pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post.
A Casa Branca anunciou que Trump viajará à China entre 31 de março e 02 de abril, naquela que será a primeira visita ao país desde que regressou à presidência no início de 2025. Pequim ainda não confirmou oficialmente o calendário, embora tenha afirmado que ambas as partes "mantêm comunicação a todos os níveis".
Segundo as mesmas fontes, a reunião em Paris -- cuja data e local exatos ainda poderão sofrer alterações -- será a sexta ronda de negociações comerciais entre Pequim e Washington desde que Trump iniciou, em abril do ano passado, uma guerra tarifária sem precedentes contra produtos chineses.
As rondas anteriores realizaram-se em Genebra, Londres, Estocolmo, Madrid e Kuala Lumpur, tendo resultado numa redução significativa das tarifas mútuas, que chegaram a atingir níveis superiores a 100% durante o auge da escalada comercial.
O panorama tarifário entre as duas maiores economias do mundo poderá entrar numa nova fase de incerteza após uma decisão histórica do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, em fevereiro, que anulou tarifas de 20% impostas por Trump sobre produtos chineses no ano passado. A decisão obrigou a administração norte-americana a procurar alternativas legais para manter pressão comercial sobre Pequim.
A rivalidade comercial entre os Estados Unidos e a China intensificou-se ao longo da última década, marcada por disputas sobre desequilíbrios comerciais, acesso ao mercado, subsídios industriais e domínio em setores estratégicos.
Durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021), Washington impôs tarifas sobre centenas de milhares de milhões de dólares em produtos chineses, levando Pequim a responder com medidas equivalentes.
Apesar de vários acordos parciais e períodos de trégua, as tensões mantiveram-se nos anos seguintes, sobretudo em áreas como tecnologia, cadeias de abastecimento e minerais críticos.
Desde o regresso de Trump à Casa Branca, em 2025, a política comercial norte-americana voltou a adotar uma abordagem mais agressiva em relação à China, com novas tarifas e restrições a investimentos e exportações de tecnologia.
Pequim tem procurado estabilizar a relação económica bilateral, crucial para o crescimento global, ao mesmo tempo que reforça a sua autonomia tecnológica e diversifica mercados de exportação.
China e Estados Unidos deverão realizar no final da próxima semana uma nova ronda de negociações comerciais de alto nível em Paris, numa fase em que prosseguem os preparativos para a visita do Presidente norte-americano a Pequim.
As delegações serão lideradas pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que deverão discutir acordos comerciais e de investimento -- incluindo tarifas, investimento bilateral, soja e minerais de terras raras -- que poderão ser apresentados como resultados concretos quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, nas semanas seguintes, segundo fontes citadas pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post.
A Casa Branca anunciou que Trump viajará à China entre 31 de março e 02 de abril, naquela que será a primeira visita ao país desde que regressou à presidência no início de 2025. Pequim ainda não confirmou oficialmente o calendário, embora tenha afirmado que ambas as partes "mantêm comunicação a todos os níveis".
Segundo as mesmas fontes, a reunião em Paris -- cuja data e local exatos ainda poderão sofrer alterações -- será a sexta ronda de negociações comerciais entre Pequim e Washington desde que Trump iniciou, em abril do ano passado, uma guerra tarifária sem precedentes contra produtos chineses.
As rondas anteriores realizaram-se em Genebra, Londres, Estocolmo, Madrid e Kuala Lumpur, tendo resultado numa redução significativa das tarifas mútuas, que chegaram a atingir níveis superiores a 100% durante o auge da escalada comercial.
O panorama tarifário entre as duas maiores economias do mundo poderá entrar numa nova fase de incerteza após uma decisão histórica do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, em fevereiro, que anulou tarifas de 20% impostas por Trump sobre produtos chineses no ano passado. A decisão obrigou a administração norte-americana a procurar alternativas legais para manter pressão comercial sobre Pequim.
A rivalidade comercial entre os Estados Unidos e a China intensificou-se ao longo da última década, marcada por disputas sobre desequilíbrios comerciais, acesso ao mercado, subsídios industriais e domínio em setores estratégicos.
Durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021), Washington impôs tarifas sobre centenas de milhares de milhões de dólares em produtos chineses, levando Pequim a responder com medidas equivalentes.
Apesar de vários acordos parciais e períodos de trégua, as tensões mantiveram-se nos anos seguintes, sobretudo em áreas como tecnologia, cadeias de abastecimento e minerais críticos.
Desde o regresso de Trump à Casa Branca, em 2025, a política comercial norte-americana voltou a adotar uma abordagem mais agressiva em relação à China, com novas tarifas e restrições a investimentos e exportações de tecnologia.
Pequim tem procurado estabilizar a relação económica bilateral, crucial para o crescimento global, ao mesmo tempo que reforça a sua autonomia tecnológica e diversifica mercados de exportação.
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