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Exportações recuam 0,2% e importações crescem 3,5% até maio

Considerando apenas o mês de maio, as exportações cresceram 5,1% e as importações recuaram 1,6%, em termos homólogos.

10 de julho de 2026 às 12:55

As exportações de bens diminuíram 0,2% e as importações aumentaram 3,5% até maio, em termos homólogos, o que agravou o défice comercial em 1.732 milhões de euros, para 14.383 milhões de euros, divulgou esta sexta-feira o INE.

Segundo as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), se excluídas as transações TTE - ou seja, com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade) - regista-se um acréscimo de 4,5% nas exportações e acentua-se o crescimento nas importações para 7,1%.

Considerando apenas o mês de maio, as exportações cresceram 5,1% e as importações recuaram 1,6%, em termos homólogos (+15,4% e +9,0%, pela mesma ordem, em abril de 2026).

Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos em ambos os fluxos: 4,2% nas exportações e 5,1% nas importações (+16,9% e +15,4%, respetivamente, em abril de 2026).

Em maio, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.811 milhões de euros, desagravando-se em 514 milhões de euros face a maio do ano passado e menos 86 milhões de euros em cadeia. Sem as TTE, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.884 milhões de euros, mais 198 milhões de euros em termos homólogos e menos 86 milhões de euros em cadeia.

Sem os combustíveis e lubrificantes, que representaram 25,1% do défice da balança comercial (18,7% em abril e 12,4% um ano antes), o saldo situou-se em -2.106 milhões de euros, no equivalente a desagravamentos de 806 milhões de euros em termos homólogos e 248 milhões de euros em cadeia.

Por categoria, os fornecimentos industriais contribuíram para uma diminuição de 915 milhões de euros do défice, "em grande medida resultado de transações sem transferência de propriedade".

Sem combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 2,3% - após subida de 14,3% em abril --, "evidenciando um crescimento menos intenso do que o observado no total, refletindo o forte aumento das exportações desta categoria de produtos em maio (+59,8% face ao período homólogo)".

As maiores subidas homólogas verificaram-se nos fornecimentos industriais (+14,9%), principalmente de metais comuns, mas também de produtos químicos, "impulsionados, sobretudo, por transações com vista a trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade)".

Nas importações, sem combustíveis e lubrificantes, houve uma descida de 6,8% em maio, após uma subida de 6,5% no mês anterior.

A descida nas importações em maio deveu-se, principalmente, aos fornecimentos industriais (-17,2%), "), maioritariamente correspondentes a transações de produtos Químicos com vista a trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade) provenientes da Irlanda e dos Países Baixos".

Entre os principais países parceiros comerciais de 2025, destacaram-se, no mês em análise, as subidas das exportações para a Alemanha (16,6%) e para a Bélgica (56%), ambas impulsionadas pela subida nas exportações de fornecimentos industriais.

No caso das importações, houve decréscimos de 80,4% nas importações da Irlanda e de 24,3% das importações dos Países Baixos.

Já em cadeia, as exportações recuaram 1,1% em maio, após a queda de 1,7% em abril, enquanto as importações baixaram 1,6%, após descida de 2,2% em abril.

Em, maio, o índice de valor unitário (preços) das exportações manteve a subida iniciada em março nas importações e aumentou 5,9%, enquanto nas importações subiu pelo segundo mês consecutivo, com +7,9%. Estes valores comparam, respetivamente, com 3,2% e 2,6% em abril e -2,3% e -3,6% em maio do ano passado.

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