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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Centeno com quatro rivais para ‘vice’ do Banco Central Europeu

Governo já declarou apoio ao ex-governador do Banco de Portugal. Olli Rehn, comissário europeu de Durão Barroso, é o principal adversário.

16 de novembro de 2025 às 01:30

O cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) ficará vago em maio do próximo ano, com a saída do espanhol Luis de Guindos, e os jogos de bastidores começam a intensificar-se entre os países europeus. Mário Centeno é a aposta de Portugal, mas conta, para já, com quatro adversários diretos. “Uma vez aberto o processo, participaremos com especial empenho e responsabilidade e com objetivo de ter uma boa representação”, disse o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a possibilidade de apoiar o antigo governador do Banco de Portugal. Já o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, apontou que o Governo “vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”.

O jornal ‘Politico’ (especialista em política europeia), destacou que Centeno é visto como um nome forte para o cargo. No seu currículo, além de ter liderado o BdP entre 2020 e 2025, foi ministro das Finanças nos Governos de António Costa (2015-2020) e nos últimos dois anos, em simultâneo, liderou o Eurogrupo. António Costa terá um papel central na decisão, pois após as várias reuniões e o nome final estiver escolhido, cabe ao Conselho Europeu (órgão a que preside) propor a pessoa em questão. O antigo primeiro-ministro tem procurado promover a candidatura de Mário Centeno.

Para ‘vice’ do BCE, o principal adversário é o finlandês Olli Rehn, que tem larga experiência pelas instituições europeias, tendo sido comissário europeu de Durão Barroso (2004 a 2010). Entre 2015 e 2016 foi ministro da Economia da Finlândia e desde 2018 que lidera o banco central da Finlândia.

Boris Vujcic faz parte dos quadros do banco central da Croácia desde 1996. Em 2012 assumiu o cargo de governador, e foi um dos principais impulsionadores da adesão da Croácia à União Europeia. A Grécia apresenta Christina Papaconstantinou, atual vice-governadora do banco central da Grécia. Entre 2012 e 2014 foi secretária-geral do Ministério das Finanças grego. Por último, Martinš Kazaks, que se destaca por ser o governador do Banco da Letónia.

Vítor Constâncio: 'Vice' do BCE

O português Vítor Constâncio foi o antecessor de Luis de Guindos na vice-presidência do BCE. Este pode ser um dos argumentos usados contra Centeno, visto que pode ser o segundo português entre os últimos três ‘vices’ do BCE.

Presidência do EBA

No início do próximo ano será eleito um novo presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA) e Centeno é dos nomes apontados. Esta pode ser uma hipótese para o ex-governador do Banco de Portugal, caso não avance para o BCE.

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