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Fundação Jerónimo Martins destina 4 milhões de euros a apoios à reconstrução e trabalhadores afetados pelo mau tempo

Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

05 de fevereiro de 2026 às 20:39

A Fundação Jerónimo Martins anunciou esta quinta-feira que vai destinar um milhão de euros à estrutura de missão criada pelo Governo para a reconstrução da região Centro e três milhões aos trabalhadores do grupo afetados, segundo um comunicado.

Em comunicado, informou que "vai doar um milhão de euros à estrutura de missão 'Reconstrução da região Centro do País', criada esta semana pelo Governo para coordenar o apoio às populações, empresas e autarquias e monitorizar as ações de recuperação, reconstrução e revitalização das áreas atingidas pela tempestade 'Kristin'".

Além disso, a Fundação deu conta do "apoio financeiro extraordinário, a fundo perdido, às cerca de 150 famílias de colaboradores - sobretudo dos concelhos de Leiria, Ourém, Marinha Grande, Pombal e Nazaré - já identificadas como tendo sido vítimas de fortes danos materiais provocados pelas intempéries".

A Fundação disse que irá "atribuir diretamente aos agregados familiares dos colaboradores mais afetados, num investimento total estimado em cerca de três milhões de euros, 50.000 euros por cada perda total de habitação permanente, 25.000 euros por cada perda parcial de habitação permanente", assim como um "apoio financeiro de 7.500 euros para compensar perdas de bens essenciais da habitação e de até 15.000 euros para perdas de meios próprios de transporte (automóvel, motociclo ou velocípede)".

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando esta quinta-feira a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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