Nos primeiros seis meses de 2017, o investimento chinês tinha sido de 215,1 milhões de euros.
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O investimento chinês captado através dos vistos 'gold' desceu 21% no primeiro semestre, face a igual período de 2017, para 168,9 milhões de euros, enquanto o de origem turca mais do que duplicou, segundo dados do SEF.
Por nacionalidades, no final de junho a China continuava a liderar a lista de Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI), com um total de 3.890 vistos 'gold' concedidos, seguida do Brasil (561), África do Sul (254), Turquia (224) e Rússia (222).
No entanto, no primeiro semestre deste ano o investimento de origem chinesa ascendeu a 168,9 milhões de euros, num total de 302 vistos 'dourados' atribuídos, o que representa um decréscimo de 21% face a igual período de 2017, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) fornecidos à Lusa.
Nos primeiros seis meses de 2017, o investimento chinês tinha sido de 215,1 milhões de euros, tendo sido concedidos 378 ARI.
Entre 2013 e 2017, o investimento proveniente da China - país que reúne maior número de ARI obtidas -, ascendeu a 2.060.879.791,06 euros, num total de 3.588 vistos dourados, o que no final do ano passado representava cerca de 60% do investimento total captado com este programa (3.411.265.842,39 euros no final de dezembro passado).
Em 2017, o investimento chinês totalizou 306.397.093,97 euros (538 vistos), uma quebra de 37% face aos 487.492.024,01 euros (848 vistos) registados no anterior.
De longe, o melhor ano em captação de investimento proveniente da China foi 2014, altura em que o programa de vistos dourados captou 710.996.841,80 euros (1.235 ARI).
Já o investimento proveniente da Turquia registou uma aceleração no primeiro semestre semestre deste ano, ao subir 176%, embora para um montante bastante inferior ao da China, 64 milhões de euros (117 ARI).
Nos primeiros seis meses de 2017, o investimento da Turquia tinha ascendido a 31,1 milhões de euros, contando com 47 vistos 'dourados' concedidos.
Por sua vez, o investimento do Brasil, que ocupa o segundo lugar na lista de ARI concedidos por nacionalidade, caiu quase metade (47%) no semestre em análise, para 73,3 milhões de euros, com 88 vistos 'gold' atribuídos.
Nos primeiros seis meses de 2017 tinham sido atribuídos 174 ARI ao Brasil, totalizando 140,9 milhões de investimento.
Entre 2013 e 2017, o investimento brasileiro acumulado atingiu 400.252.098,21 euros, com um total de 473 vistos.
Só em 2017, o Brasil foi responsável por 178.845.779,64 euros (226 ARI), mais do que em 2016 (117.795.095,93 euros, correspondente a 142 ARI), tendo sido considerado o melhor ano de sempre para a captação de investimento brasileiro para Portugal.
No que respeita a África do Sul, o investimento recuou 42% para 19,8 milhões de euros no semestre (36 vistos).
O melhor ano de sempre de investimento sul-africano através das ARI foi 2017, com 81 vistos e mais de 50 milhões de euros.
Por sua vez, o investimento captado através da Rússia diminuiu no semestre 27% para 17,6 milhões de euros (27 ARI), o que compara com 24,4 milhões de euros (30 vistos) concedidos nos primeiros seis meses de 2017.
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