Número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou esta quinta-feira a Informa D&B.
Os dados foram divulgados através de um barómetro da empresa de informação comercial e financeira e aponta que foram criadas 14.750 empresas em janeiro, fevereiro e março deste ano, o equivalente a menos 928 constituições face ao período homólogo.
A Informa D&B regista que esta diminuição na criação de empresas "ocorre na maioria dos setores de atividade", sendo as principais exceções os setores da construção (subida de 4,5%, com mais 92 constituições), das tecnologias de informação e comunicação (+7,5%, com mais 77 constituições), serviços empresariais (mais 2,2% e mais 58 empresas) e energias e ambiente (subida de 2,3%, mais uma constituição).
A construção, os serviços empresariais e as tecnologias de informação têm apresentado "crescimentos consistentes" na criação de novas empresas desde 2020, não obstante a diminuição da última em 2023.
Em sentido inverso, os setores com maiores quebras na criação de novas empresas foram a agricultura e pecuária, o transporte terrestre e o retalho alimentar.
Vila Real e Angra do Heroísmo foram as exceções e tiveram um aumento das empresas constituídas, ao contrário dos restantes distritos e regiões.
Já os encerramentos de empresas no primeiro trimestre totalizaram 2.663, "um registo provisório, mas que corresponde a menos um terço (-33%, menos 1.325 empresas)" do número de fechos no período homólogo.
Nos 12 meses terminados em março - ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano -- fecharam 13.929 empresas, menos 12% que no mesmo período do ano passado.
O barómetro regista que esta descida nos encerramentos ao longo dos 12 meses "foi transversal a todos os setores de atividade e regiões", com destaque para o retalho (-19% e uma redução de 408 encerramentos).
Em sentido inverso, o encerramento de mais 119 empresas de retalho não especializado por correspondência ou via internet e de mais 40 empresas de fabricação de calçado significaram subidas de 270% e 47%, respetivamente, em termos homólogos.
Quanto às insolvências, após uma tendência de descida verificada em 2025, o número destes processos cresceu 3,1% em termos homólogos.
No total, foram 531 as empresas que iniciaram processos de insolvência no primeiro trimestre, contra 515 no mesmo período do ano passado.
"Contudo, este aumento verificou-se em apenas metade dos setores de atividade, destacando-se a construção (+27%; +15 insolvências) e as atividades imobiliárias, que duplicaram o número de empresas com novos processos de insolvência (+100%; +11 insolvências)", detalha o barómetro.
O barómetro da Informa D&B tem como fonte as publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça, e abrange entidades com sede em Portugal, não incluindo empresários em nome individual.
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