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Preço da sede da Gebalis "estava errado"

Ex-administradora admite que o preço base para a construção da sede a Gebalis não estava certo.

14 de outubro de 2014 às 15:16

Arrancou esta terça-feira o julgamento de dois antigos dirigentes da empresa municipal Gebalis e de outros quatro arguidos, acusados de corrupção, participação económica em negócio e falsificação de documento.

A sessão foi ocupada com a audição de Maria Eduarda Rosa, presidente do conselho de administração da Gebalis entre 2002 e 2006. Segundo a arguida, o preço base da empreitada para a construção da sede da Gebalis estava "errado", o que deveria ter levado à alteração e consequente anulação do atual concurso, algo que acabou por não acontecer. Maria Eduarda Rosa alegou que "havia pressa na construção da nova sede da empresa" e que seria mais benéfico para a Gebalis continuar com o concurso em curso, visto as empresas não terem conhecimento do valor base das empreitadas.

A arguida disse ainda não conhecer a empresa Maneco, a quem tinha sido atribuída a obra e que nunca interferiu nas empresas convidadas e escolhidas para a realização da obra.

Maria Eduarda Rosa afirmou que nunca acompanhou a execução das obras da construção da sede da empresa, dizendo que só tinha informação sobre as mesmas através dos seus colegas do conselho de administração. Para além disso negou ter visto os autos de fiscalização e livro de obras.

Luís Anglin de Castro, diretor do departamento de engenharia entre 2002 e 2010, também esteve presente no julgamento, como os restantes quatro arguidos: dois sócios-gerentes e dois funcionários ligados a três empresas que são suspeitos de recorrerem a um esquema ilícito na construção da sede da empresa municipal de gestão dos bairros sociais de Lisboa.

O ex-diretor é ainda suspeito de ter recebido, entre dezembro de 2005 e novembro de 2006, 77.500 euros do sócio-gerente de duas sociedades, a Duolínea e a Cofetis, escolhidas pelo próprio para elaborarem projetos e fiscalizarem a obra da nova sede, em 2005, quando a empreitada estava já em fase de conclusão.

A próxima audiência está marcada para dia 4 de novembro, pela 15h30.

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