Privatização já está em curso.
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, afirmou esta quarta-feira que o processo de privatização da Efacec está em curso, mas ainda sem data definida para ficar concluído.
"O processo neste momento ainda está em curso, ainda não existe uma data definida para a sua conclusão", referiu o ministro das Finanças quando questionado sobre os motivos que estarão na origem do atraso na concretização deste processo, que o Governo tinha sinalizado esperar poder concluir até final deste ano.
Falando no final do Conselho de Ministros, em Lisboa, João Leão referiu não ser possível, neste momento, adiantar mais detalhes sobre este processo.
No início deste mês, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou esperar que até final do ano fosse tomada uma decisão sobre a privatização da Efacec.
"Espero que possamos tomar uma decisão ainda antes do fim do ano", afirmou, então, o governante, quando questionado sobre o tema num encontro com jornalistas, no Ministério da Economia.
Na ocasião, Pedro Siza Vieira considerou que a empresa precisa "muito rapidamente" de ter uma decisão, recordando que o calendário de privatização previa que a decisão tivesse sido tomada no primeiro trimestre deste ano.
"Tínhamos um plano de tesouraria para esse período, disponibilizámos recursos para aquele período", sendo que a demora no processo vai levar a "arranjar algum financiamento adicional até ao fecho da transação", acrescentou o ministro da Economia.
O governante salientou ainda ser importante que a decisão seja tomada "este ano" porque "o Estado não tem vocação para gerir empresas industriais".
Na corrida à reprivatização da Efacec está o grupo português DST SGPS, que foi o único a apresentar proposta final à compra dos 71,73% do grupo industrial que está nas mãos do Estado, no prazo previsto.
"As indicações que nós demos foi que obviamente se deve procurar avaliar se aquela proposta é credível, se tem condições para ser selecionada e seguirmos", pois "quanto mais cedo pudermos resolver isso, melhor", acrescentou.
"Se esta não se concretizar, a empresa tem de continuar" nas mãos do Estado, disse o ministro da Economia, no referido encontro com jornalistas.
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