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Correio da Manhã

Economia
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Quase oito em cada dez têm casa própria

Apenas um quarto dos portugueses prefere arrendar, valor abaixo da média europeia.
Beatriz Ferreira 17 de Dezembro de 2017 às 01:30
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Arrendar ou comprar casa? A resposta dos portugueses tem sido clara: em cada dez portugueses, quase oito tinham casa própria em 2016 (concretamente 75,2%). Destes, mais de três mantinham uma hipoteca ou empréstimo ao banco (36,7%).

Os números do Eurostat relativos a 2016 mostram um ligeiro aumento do número de portugueses que prefere comprar habitação própria face a 2014, ano em que o valor se fixou nos 74,9%. Portugal continua, aliás, a superar a média europeia, que está nos 69,3%.

Por outras palavras, apenas um quarto dos portugueses arrenda casa, número distante da realidade alemã: aí, 45% da população prefere arrendar habitação.

O "fator cultural" e "a questão da posse" não explicam tudo, defende ao CM Luís Lima, presidente da Associação de Mediação Imobiliária (APEMIP). Quando se compra casa "e se faz crédito, muitas vezes para toda a vida, as pessoas são arrendatários na mesma". "Muitos aprenderam isso com a crise, em 2008", lembra Luís Lima.

Já António Machado, da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, propõe medidas de incentivo ao arrendamento. "As rendas não devem ser superiores a 30% dos rendimentos das famílias. E é necessário que as câmaras fiscalizem e intervenham quando não se cumpre."

Arrendar habitação pode ficar mais caro já no próximo ano
A partir de 1 de janeiro do próximo ano, os senhorios, se assim o entenderem, podem aumentar o valor das rendas em 1,1%. Na prática, uma renda de 500 euros pode subir 5,6 euros por mês. Mas o Orçamento do Estado para 2018 prevê que os senhorios que adiram ao Programa de Renda Acessível tenham isenção de IRS e reduções de IMI.

Caso optem por manter as rendas no valor de referência de mercado, mas estabeleçam contratos de longa duração, veem reduzido o IRS. Luís Lima, da Associação de Mediação Imobiliária de Portugal, propõe como incentivo ao arrendamento: "O valor da renda da casa devia ser 40% mais barato que o valor de prestação da casa", diz ao CM.
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