Companhia aérea portuguesa atribui registos a "variações cambiais sem impacto na tesouraria".
A TAP registou, nos primeiros nove meses deste ano, prejuízos acumulados de 111 milhões de euros que atribui a "variações cambiais sem impacto na tesouraria", de acordo com um comunicado hoje divulgado.
"A TAP S.A. apurou um prejuízo acumulado, nos primeiros nove meses do ano, de 111 milhões essencialmente devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria. Excluindo esta variação cambial, o lucro líquido consolidado do grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, foi de 61 milhões de euros positivos, compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019", avançou a companhia.
A empresa registou quase 120 milhões de euros em prejuízos nos primeiros seis meses do ano.
Segundo a TAP, o "acesso a crédito para cobertura do preço do combustível minimiza volatilidade nos resultados da TAP", sendo que a empresa já contratou "cobertura para mais de 50% do consumo previsto de combustível para 2020, a um custo cerca de 4% menor que o preço médio em 2019, o que equivale a uma poupança estimada de 30 milhões de euros" no próximo ano.
O grupo liderado por Antonoaldo Neves angariou receitas consolidadas no terceiro trimestre de 2019, que ascenderam a 1.052 milhões de euros, "equivalente a um aumento de 6,1% face a igual período do ano anterior, suportado pelo crescimento do mercado norte-americano e pela recuperação do Brasil", de acordo com a mesma nota.
O resultado operacional consolidado do grupo foi de 129 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, "equivalente a 12,2% das receitas, em linha com outras empresas congéneres da Europa", garante a empresa.
A TAP adiantou ainda que o número de passageiros transportados subiu 11,1% no terceiro trimestre "reforçando a tendência de recuperação" da companhia aérea.
Segundo o comunicado, em 2019, "a TAP já amortizou mais de 170 milhões de euros de passivo financeiro". Além disso, o prazo médio da dívida da TAP "duplicou em quatro anos, passando de menos de 24 meses no momento da privatização em 2015 para aproximadamente quatro anos no final do terceiro trimestre de 2019", revela a empresa.
A TAP indicou também que obteve um rating BB-, com outlook (perspetiva) estável, "pela agência de notação financeira Standard & Poor's, aguardando-se a atribuição de rating por uma segunda entidade internacional".
A companhia aérea planeia ainda "contratar mais de 800 novos colaboradores no próximo ano, dos quais mais de 100 são pilotos e cerca de 600 serão assistentes de bordo, para fazer face ao crescimento da TAP". De acordo com o grupo, desde a privatização a TAP já contratou mais de três mil colaboradores em Portugal.
ALYN // EA
Lusa/Fim
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