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Turismo de Portugal defende que setor "é veículo" para país poder ser cada vez melhor

Receita do turismo nacional passou de 12,8 mil milhões de euros há dez anos para quase 30 mil milhões.

14 de fevereiro de 2026 às 00:32

O presidente do Turismo de Portugal defendeu esta sexta-feira que o setor "é um veículo" para criar condições para que o país seja cada vez melhor, lembrando que este, pelo impacto que tem na economia, é também um ativo estratégico.

Carlos Abade falava no âmbito do tema do 35.º Congresso Nacional AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que decorreu no Porto desde quarta-feira até sexta e com mais de 450 inscritos. O mote do debate dos agentes do setor foi, então, "Wake Up Call: Despertar para a Mudança".

"A transformação já começou. Este despertar para a mudança que nestes três dias foi aqui debatido. Este ciclo efetivamente já começou. Olhem para trás, agora por força da bolsa de empregabilidade que está a fazer dez anos, e olhando para há dez anos, não sei se têm esta noção: as receitas do turismo eram 12,8 mil milhões de euros (...), agora, em 2025, passados dez anos, chegámos quase aos 30 mil milhões de euros. Isto são 120% a mais", disse Carlos Abade.

Enaltecendo os números -  o turismo representa mais de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) e conta com "quase 500.000 profissionais", o responsável defendeu que "é um orgulho para Portugal e para os portugueses poder contar com um setor que é um ativo tão estratégico" para o país.

Na quarta-feira, também o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considerou, no Porto, que o setor "está saudável", embora os vários desafios, evocando a subida das receitas turísticas para o recorde de 29,4 mil milhões de euros.

Na altura, Francisco Calheiros lembrou que dados do Banco de Portugal (BdP) apontam, assim, para um crescimento das receitas turísticas em 6,1% em 2025, superando os 27,7 mil milhões de euros registados em 2024.

Carlos Abade ainda lembrou que Portugal "tem a responsabilidade de ser o 12.º destino mais competitivo do mundo".

"Tem a responsabilidade de ter uma ambição enorme. É esta responsabilidade que está em cima de todos nós (...), com a capacidade que o setor tem de transformar Portugal (...). Esta mudança já começou: crescer com mais valor em vez de volume, crescer com mais equilíbrio, crescer com mais impacto. O turismo é um veículo, não um fim em si mesmo. Um veículo para que, de facto, possamos criar condições para que o país seja cada vez melhor, para que as pessoas possam viver cada vez melhor", sublinhou.

De olhos no futuro e admitindo que "para a frente, o caminho é crescer, continuar a crescer", Carlos Abade mencionou ainda o que chama de aceleradores DE transformação: conhecimento, tecnologia e inteligência artificial e a cooperação estratégica.

"A dimensão do conhecimento tem de ser cada vez mais uma preocupação nossa. A tecnologia, a inteligência artificial. Aquilo que a tecnologia nos pode ajudar a ser cada vez melhores, a intervir cada vez mais naquilo que é rentabilidade, na produtividade das empresas, mas também naquilo que é a gestão cada vez mais inteligente dos territórios e da cooperação estratégica", acrescentou.

"Quanto mais cooperarmos, quanto mais nos relacionarmos, quanto mais conseguimos desenvolver soluções que sejam internacionais, será cada vez melhor e com uma velocidade cada vez maior ao nível do crescimento", concluiu.

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