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Prazer: Evolução da medicina traz soluções mais felizes

Retoma de erecções espontâneas e efeitos que se prolongam por 36 horas: são estas as promessas de um dos comprimidos para ajudar quem sofre de disfunção eréctil, um problema que afecta 13% dos homens portugueses.
9 de Abril de 2012 às 01:00
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SEXO, PRAZER, DISFUNÇÃO ERÉCTIL, MEDICAMENTOS, VIAGRA, BEM-ESTAR FOTO: Getty Images

A evolução da Medicina permitiu aumentar o leque de soluções para esta doença. Se no início a solução para o problema passava pela injecção directa no pénis da substância dilatadora prostaglandina E1, ou pela implementação de próteses, mais recentemente os comprimidos alteraram este cenário, passando a ser vistos como a solução mais simples. Só em 2011, segundo os dados da consultora IMS Health, os laboratórios farmacêuticos abasteceram as farmácias com cerca de 540 mil caixas de comprimidos para a disfunção eréctil.

Rocha Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), explica que "a injecção deixou de ser tão utilizada com o aparecimento dos comprimidos, porque a experiência é um pouco traumática".

Os comprimidos evoluíram com propósitos diferentes. O Viagra e o Levitra, que surgiram em 1998 e em 2003, respectivamente, oferecem um efeito de seis horas, mas o Cialis, no mercado desde 2002, tem um efeito que se prolonga por 36 horas e pode resultar em erecções espontâneas. Segundo Rocha Mendes, os comprimidos têm "pequenas diferenças", visto que "actuam todos a nível cerebral". "O Viagra e o Levitra têm uma acção muito parecida no que diz respeito ao tempo de actuação. Por sua vez, o Cialis é menos intenso, mas tem uma duração maior", diz o presidente da SPA.

A escolha do medicamento adequado depende dos hábitos sexuais. "Quando uma pessoa tem uma actividade sexual irregular, o Cialis é mais indicado porque tem um tempo de actuação mais duradouro. Quando os pacientes têm uma vida sexual regular, o Viagra e o Levitra são mais indicados", esclarece. No entanto, o médico urologista adverte que os comprimidos podem ser apenas parte da solução.


PERGUNTAS & RESPOSTAS

Quem pode tomar estes comprimidos?

À excepção de pessoas que tenham historial recente de acidente cardiovascular, angina instável, hipotensão, insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência hepática e pessoas a tomar medicamentos para o coração, todos podem recorrer a estes medicamentos.

Que soluções existem para o tratamento?

Existem três alternativas para o tratamento: os comprimidos (disponíveis no mercado com os nomes Viagra, Levitra e Cialis), as injecções de prostaglandina E1 (Caverject) e as próteses, que podem ser hidráulicas ou maleáveis.

Que comprimidos existem e quais os preços?

Existe o Viagra, que tem como substância activa o sildenafil e pode custar 31,16 € (4 unidades). O Levitra tem como substância activa o vardenafil e custa 30,12 € (4 unidades). O Cialis, cuja substância activa é o tadalafil, tem um preço de 38,81 € (4 unidades).

Quais são os efeitos secundários?

Os efeitos secundários dos comprimidos são pressão arterial baixa (hipotensão) em pessoas que já são hipotensas e dores musculares.

TRIBUNAL TRAVA GENÉRICO DO VIAGRA

Em Portugal, e ao contrário de outras soluções, os comprimidos para a disfunção eréctil não são comparticipados. Apesar de já terem estado à venda, actualmente não há genéricos para este tratamento, pois o Tribunal do Comércio de Sintra considerou que a Pfizer, laboratório responsável pela produção do "comprimido azul" (Viagra), tem razão quando alega que a patente para a venda exclusiva do medicamento estende-se até Janeiro de 2014. Na opinião do presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Rocha Mendes, esta situação é "trágica", uma vez que os preços dos medicamentos podem chegar aos 10 euros por unidade, o que é "pesado" para quem tem problemas e precisa de "gastar 70, 80 ou 100 euros com outros comprimidos", ficando privado de ter "um dia um bocado melhor". Quando surgiram, os genéricos eram vistos como "uma esperança" porque "eram cerca de 30 % mais baratos".


CONSELHOS BEM-ESTAR

Actividade física, acompanhada de uma alimentação saudável, ajuda a pensar com mais clareza, ter mais disposição, ser mais produtivo e controlar o peso.

Beber água ajuda os rins a funcionarem correctamente, impede que se tornem preguiçosos e previne a ocorrência de infecções urinárias.

Para evitar a subida do colesterol é benéfico fazer uma alimentação rica em fibras: aveia, trigo, cereais, legumes, hortaliças e frutas.

A hipertensão (tensão alta) contribui para a disfunção eréctil nos homens. Uma alimentação com menos sal ajuda a controlar a pressão arterial.

"ANSIEDADE PODE ANULAR O EFEITO": Rocha Mendes, Presid. Soc. Portuguesa de Andrologia

Correio da Manhã - Os medicamentos são sempre eficazes?

Rocha Mendes - Às vezes diz--se que dão sempre resultado, mas isso nem sempre é verdade. A reserva que existe é que a ansiedade pode anular o efeito destes medicamentos. Não é um resultado automático.

- A crise é responsável pela quebra na venda deste tipo de medicamentos?

- De certeza que, com a crise económica, muita gente deixa de poder comprar estes medicamentos. Quando trabalhava no hospital as pessoas adiavam as consultas e estavam meses para aviar as receitas.

- Estes medicamentos são comparticipados?

- Não, nenhum deles. Embora tenha havido tentativas para criar uma comparticipação em relação às pessoas com diabetes, tal nunca foi conseguido.

- Que médicos podem prescrever este tipo de medicamentos?

- Qualquer médico que esteja inscrito na Ordem dos Médicos pode passar receita para estes medicamentos.

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