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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Preso por assassinar médico com 18 facadas

Miguel Ângelo, cadastrado por roubos, esteve numa esquadra dois dias depois do homicídio.

07 de março de 2011 às 00:30

Dois dias depois de assassinar o médico cubano Manuel Noya com 18 facadas, degolando a vítima dentro de casa, no Areeiro, o homicida que a Judiciária de Lisboa procurava, com um retrato-robô, esteve numa esquadra da PSP por um outro roubo. Nervoso, Miguel Ângelo não abriu a boca e teve sorte – a vítima não o reconheceu e ficou em liberdade, a 24 de Fevereiro. Ontem, já associado ao homicídio, por denúncia, foi reconhecido por testemunhas e entregue à PJ pela PSP. O cabo-verdiano, 25 anos, é afinal um velho conhecido das polícias – já cumpriu mais quatro anos de cadeia por roubos, de onde saiu no final do ano passado, e tem dez processos pendentes. Vive na rua José Falcão, na praça do Chile, e era frequente atacar na avenida Almirante Reis.

Foi aí que, às 22h00 de anteontem, a PSP o apanhou, no largo do Intendente, depois de ter recebido a denúncia de que tinha estado envolvido no crime de 21 de Fevereiro.

Na morte do cubano, a investigação da Secção Homicídios da PJ, liderada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP, aponta para mais do que roubo: possível relação entre vítima e homicida.

DEZ PROCESSOS POR ROUBOS E AGRESSÕES

Depois de ter cumprido mais de quatro anos de cadeia por roubos violentos – em que por mais do que uma vez feriu vítimas com facas e também ele foi esfaqueado –, Miguel Ângelo Sequeira Silves, cabo--verdiano de 25 anos, tem ainda dez processos pendentes, apurou o CM: sete por roubo e três por crimes de ofensas à integridade física. Os crimes foram quase todos praticados na via pública, na zona da avenida Almirante Reis, sendo que o assaltante também está referenciado por consumo de droga, habitualmente na zona do Intendente – onde a PSP já sabia que o ia encontrar na noite de anteontem. Depois de uma denúncia, antes de avançarem para o suspeito, os agentes tinham conseguido um reconhecimento fotográfico positivo por parte de uma testemunha do homicídio. Ângelo foi entregue à PJ.

CUBANO SUSPEITO DE CRIMES JÁ TERIA LIGAÇÃO AO HOMICIDA

Manuel Noya, médico cubano de 39 anos, chegou de Angola em Junho de 2010 e instalou-se num quarto alugado num segundo andar da rua Agostinho Lourenço, Areeiro, Lisboa, numa casa com vários hóspedes. O proprietário é Virgílio dos Reis, que ainda viu o homicida a fugir no dia do crime, pelas 10h30 de 21 de Fevereiro, e avançou com uma explicação: outro hóspede tinha sido assaltado uma semana antes, tendo o ladrão ficado com a chave de casa. Usou-a naquele dia para roubar, tendo surpreendido o médico cubano no apartamento e assassinado a vítima por esta ter resistido. Uma versão que não convence a PJ: o cubano, que trabalhava numa empresa, é suspeito de crimes e está a ser investigada uma possível relação com o homicida.

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