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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

José Luís Carneiro pede "humildade" ao Governo

Líder do PS diz que Executivo devia ouvir mais o PS e menos “o partido de extrema direita”.

07 de outubro de 2025 às 01:30

“Estou muito desiludido com o PS e PSD. Só fazem no tempo das eleições”, diz o senhor Joaquim, de 66 anos, cara a cara com José Luís Carneiro em Espinho. O líder socialista ainda atira: “Lembre-se como Portugal era há 50 anos e ainda pensa duas vezes”. Ao lado tem o candidato a Espinho, Luís Canelas. A câmara é socialista mas com polémica. Miguel Reis, socialista eleito, deixou o cargo pelas acusações na Operação Vortex. Sucedeu-lhe a terceira da lista, Maria Manuel Cruz, que agora se desvinculou do partido e avançou como independente. “Não ouvi a pergunta”, responde Carneiro quando confrontado com a dificuldade de reconquistar a confiança dos eleitores. Após insistência responde: “Temos um bom candidato”.

Mas em terra de Montenegro, José Luís Carneiro não poupa nas palavras. Sugere ao Governo “que tenha humildade” e sublinha que o poder não é estar “montado num cavalo que leva com altivez a um porto seguro” e que o Executivo devia “ouvir mais” o PS “e não tanto o partido mais extremista, que o leva para maus caminhos”.

Para já, o líder socialista não admite tirar consequências de um eventual mau resultado mas deixa a garantia de que “uma vitória é ter mais votos”. “Não somos como alguns que mesmo quando perdem dizem que ganham”, remata. Carneiro disse ainda acreditar que está a existir uma “reconstituição da relação de confiança” entre os eleitores e o PS depois do resultado das últimas legislativas.

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