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As consequências económicas globais da guerra no Médio Oriente

Israel e os EUA lançaram uma ofensiva contra o Irão a 28 de fevereiro.

11 de março de 2026 às 09:47

Principais desenvolvimentos no 12.º dia da guerra no Médio Oriente do ponto de vista económico a nível mundial, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP):

Petróleo volátil, bolsas incertas

As bolsas europeias voltaram a cair hoje, após a recuperação da véspera.

Nas primeiras trocas, Paris perdia 0,72%, Frankfurt 1,09%, Londres 0,63% e Lisboa 0,28%.

Em contrapartida, as praças asiáticas fecharam no "verde", com Tóquio e Seul a subirem respetivamente 1,43% e 1,40%.

Os preços do petróleo estavam a registar uma evolução em "dentes de serra" (subidas e descidas acentuadas), no dia seguinte a uma queda que sucedeu a vários dias de forte subida.

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 2,38%, para os 89,89 dólares, e o barril de WTI, referência do mercado norte-americano, avançava 2,39%, para os 85,84 dólares.

Bancos e instituições financeiras na região passam a ser alvos do Irão

O Irão anunciou que vai passar a atingir o centro financeiro da região, depois de funcionários de um banco em Teerão terem sido mortos durante bombardeamentos israelo-americanos.

"O inimigo deu-nos carta-branca para atacar os centros económicos e os bancos" pertencentes aos Estados Unidos e a Israel na região, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado aos Guardas da Revolução, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

Reunião do G7 a pedido do Presidente da França

Os chefes de Estado e de Governo do G7, que se reúnem hoje a pedido de Emmanuel Macron sobre a guerra no Médio Oriente, "abordarão sem dúvida" o tema das reservas estratégicas de petróleo, segundo o ministro da Economia francês, Roland Lescure.

"Nesta fase, não foi tomada a decisão de libertar as chamadas reservas estratégicas mundiais", disse, no entanto, Lescure, hoje de manhã à antena da BFMTV/RMC.

A reunião está prevista para as 15:00 locais, 14:00 em Lisboa, por videoconferência.

O G7 é formado por Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, contando ainda com a participação da União Europeia.

Ministros da Energia do G7 prontos para "todas as medidas" 

Os ministros da Energia do G7 afirmaram num comunicado conjunto divulgado hoje que estão prontos para tomar "todas as medidas necessárias", em coordenação com a Agência Internacional da Energia (IEA), "incluindo o recurso às reservas estratégicas".

Possível intervenção concertada face à escalada do petróleo 

A IEA propõe um recurso sem precedentes às reservas estratégicas de petróleo para travar à subida de preços causada pelo conflito no Médio Oriente, relatou o diário Wall Street Journal.

O desbloqueio em discussão superaria os 182 mil milhões de barris de petróleo colocados no mercado pelos países membros da IEA em duas fases em 2022, na altura da invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo o jornal.

Navios mercantes atingidos no estreito de Ormuz 

Um cargueiro, que se encontrava a 11 milhas náuticas ao norte de Omã, foi atingido hoje por um "projétil desconhecido" no estreito de Ormuz, o que provocou um incêndio a bordo, relatou a agência de segurança marítima britânica UKMTO.

A mesma agência informou que um porta-contentores também foi danificado por um "projétil desconhecido" ao largo dos Emirados Árabes Unidos, perto do estreito de Ormuz.

Encerramento de uma das maiores refinarias do mundo 

A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo, suspendeu a produção após um ataque de drone na zona.

Desde o início da guerra lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, o Irão tem ripostado visando os interesses norte-americanos na região, mas também infraestruturas civis, nomeadamente energéticas e aeroportuárias.

Drones neutralizados pela Arábia Saudita

O Ministério da Defesa saudita disse hoje ter neutralizado dois drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no leste do país.

Este campo gigante, situado perto da fronteira com os Emirados Árabes Unidos, já foi visado por diversas vezes pelo Irão.

Operação de desminagem

O exército norte-americano anunciou ter destruído 16 barcos iranianos de colocação de minas "perto do estreito de Ormuz", um eixo principal do comércio de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL).

O canal norte-americano CNN, citando fontes anónimas próximas dos serviços de informações dos Estados Unidos, tinha relatado anteriormente que o Irão tinha começado a colocar minas no estreito, onde o tráfego está praticamente parado.

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