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Banco Citi evacua escritórios no Dubai após ameaças iranianas

Comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas

11 de março de 2026 às 15:33

O banco norte-americano Citi evacuou os seus escritórios no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após ameaças iranianas de atacar centros financeiros norte-americanos e israelitas na região do Golfo, disse esta quarta-feira uma fonte bancária.

Segundo a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, os funcionários do banco foram instruídos pela administração a abandonar os escritórios localizados no Centro Financeiro Internacional do Dubai (DIFC) e no distrito de Oud Metha devido a "aumentadas preocupações de segurança".

A decisão surge depois de Teerão ter avisado que poderia visar interesses económicos dos Estados Unidos e de Israel no Golfo, no contexto da escalada militar regional.

Funcionários de duas outras empresas instaladas no DIFC disseram também à AFP que os seus escritórios foram evacuados por precaução.

As forças armadas do Irão afirmaram esta quarta-feira que vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano.

"O inimigo deu-nos carta-branca para visar os centros económicos e bancos" dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, ligado aos Guardas da Revolução.

O comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas, segundo a agência espanhola EFE.

A ameaça coloca em risco particular o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe inúmeras instituições financeiras internacionais, bem como os reinos da Arábia Saudita e do Bahrein, segundo a AP.

O Irão respondeu à ofensiva lançada em 28 de fevereiro com ataques contra os países vizinhos, sobretudo contra bases militares norte-americanas, além de visar Israel.

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.

O Irão acusou Estados Unidos e Israel de terem matado mais de bombardeado cerca de 10.000 alvos civis desde o início da guerra, de acordo com a TV Al-Jazeera.

A televisão com sede no Qatar registava esta quarta-feira de manhã 1.878 mortos desde 28 de fevereiro, dos quais 1.255 no Irão, numa compilação com base em várias fontes.

Na lista de vítimas mortais seguiam-se Líbano (570), Iraque (15), Israel (13), Estados Unidos (oito), Kuwait (seis), Emirados Árabes Unidos (seis), Arábia Saudita (dois), Bahrein (dois) e Omã (um).

A guerra causou também milhares de feridos, incluindo no Qatar e na Jordânia.

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