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Companhia de transporte marítimo dinamarquesa Maersk suspende reservas de e para Golfo Pérsico

Também a companhia MSC anunciou na terça-feira o cancelamento de todas as viagens já iniciadas com destino ao Golfo Pérsico, devido à escalada do conflito no Médio Oriente.

04 de março de 2026 às 17:50

A companhia de transporte dinamarquesa Maersk anunciou esta quarta-feira a suspensão "até novo aviso" de todas as reservas de e para o Golfo Pérsico devido à guerra no Médio Oriente.

"Não estamos a aceitar temporariamente reservas de carga para importação e exportação com destino e origem nos Emirados Árabes Unidos, Omã (todos os portos, exceto Salalah), Iraque, Kuwait, Catar, Bahrein, bem como da Arábia Saudita (apenas Dammam e Jubail) até novo aviso", indicou num comunicado, citado pela agência AFP.

A empresa faz exceções no caso de alimentos essenciais e bens de primeira necessidade, e a medida não se aplica à Jordânia e ao Líbano, precisou o grupo, que tem dois navios atualmente no Golfo Pérsico.

Também a companhia MSC anunciou na terça-feira o cancelamento de todas as viagens já iniciadas com destino ao Golfo Pérsico, devido à escalada do conflito no Médio Oriente.

A decisão, anunciada dois dias depois de a MSC ter ordenado uma suspensão temporária da circulação pelo estreito de Ormuz, afeta todos os seus navios, tanto na costa como no mar, de acordo com um comunicado da multinacional.

Os navios já em rota serão desviados para o porto seguro mais próximo, onde a sua carga será colocada à disposição dos clientes ou poderá ser levada para outros destinos mediante pagamento, e será cobrada uma sobretaxa de 800 dólares por cada contentor, a fim de cobrir os custos decorrentes desses desvios, alertou a MSC, citada pela agência EFE.

"A MSC lamenta sinceramente esta decisão, tomada devido a circunstâncias excecionais fora do seu controlo", indicou o comunicado da empresa, com sede em Genebra.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos já fizeram mais de mil mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

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