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Empresa de transporte marítimo Cosco suspende novas reservas no Golfo Pérsico

Cosco explicou que a decisão resulta da sua "última avaliação de riscos" perante as restrições ao tráfego marítimo na região.

04 de março de 2026 às 11:45

A empresa chinesa de transporte marítimo Cosco Shipping suspendeu, esta quarta-feira, novas reservas de carga para vários países do Golfo Pérsico, devido à escalada do conflito no Médio Oriente e às perturbações no tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

Num aviso enviado aos clientes, a empresa indicou que suspende todas as novas contratações de transporte desde portos globais para os Emirados Árabes Unidos -- com exceção de Fujairah e Khor Fakkan --, Catar, Bahrein, Iraque, Arábia Saudita -- exceto Jidá -- e Kuwait, bem como no sentido inverso, até novo aviso e em função da evolução dos riscos.

A Cosco explicou que a decisão resulta da sua "última avaliação de riscos" perante as restrições ao tráfego marítimo na região e acrescentou que analisará caso a caso a gestão da carga já embarcada, incluindo a eventual identificação de portos alternativos de descarga.

A medida representa um passo adicional face ao aviso emitido em 01 de março, quando a empresa informou que estava a reorganizar as rotas dos seus navios no Golfo e a privilegiar águas consideradas mais seguras, sem então anunciar uma suspensão formal das operações.

A tensão em torno do estreito de Ormuz, um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) comercializados globalmente, intensificou-se após ameaças de responsáveis iranianos de impedir a passagem de navios.

Os Estados Unidos indicaram que poderão escoltar petroleiros na região "se necessário".

O anúncio surge depois de o Irão ter advertido que o trânsito no estreito de Ormuz deixou de ser seguro devido ao conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica.

A advertência iraniana e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou ao desvio de rotas por parte de algumas das maiores companhias marítimas do mundo, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC).

Na segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning advertiu que o estreito de Ormuz é um "canal internacional importante para o comércio de bens e energia" e sublinhou que preservar a sua segurança corresponde aos "interesses comuns da comunidade internacional".

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