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Trump anuncia escolta militar no estreito de Ormuz e seguro "a preço razoável"

Republicano acrescentou que "este seguro estará disponível para todas as companhias de navegação".

03 de março de 2026 às 23:21

O Presidente norte-americano anunciou esta terça-feira um seguro contra riscos políticos "a um preço razoável" e, em alguns casos, escolta militar para o comércio marítimo que transita pelo estreito de Ormuz, ameaçado pelo Irão em resposta aos ataques israelo-americanos.

"Com efeito imediato, ordenei à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA (DFC, na sigla em inglês) que forneça, a um preço muito razoável, seguros contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, especialmente o de energia, que transita pelo golfo Pérsico", adiantou Donald Trump na sua plataforma de redes sociais, Truth Social.

O republicano acrescentou que "este seguro estará disponível para todas as companhias de navegação" e que "se necessário, a Marinha dos EUA começará a escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz o mais rapidamente possível".

O estreito de Ormuz é a única passagem marítima que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo que 20% do crude mundial passa por ele.

Teerão ameaçou atacar qualquer embarcação que tente atravessar o estreito, gerando grande preocupação com o fornecimento de hidrocarbonetos da região e com os custos de cobertura e aumento dos prémios de seguro para as empresas de transporte marítimo.

Desde o início da guerra, no sábado, dispararam tanto os preços do petróleo, com o Brent bem acima dos 80 dólares por barril, como os preços do gás, que no mercado de referência europeu praticamente duplicaram para mais de 60 euros por megawatt-hora (MWh).

"Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo", concluiu Trump na sua mensagem, acrescentando que "mais medidas serão tomadas em breve" em relação ao transporte marítimo no Golfo Pérsico.

O Presidente dos EUA enfrenta eleições intercalares importantes este ano, e uma das suas principais promessas de campanha tem sido a queda dos preços da energia e da gasolina.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

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