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Costa afirma que parceria energética da UE com Azerbaijão "nunca foi tão importante"

Presidente do Conselho Europeu manifestou o desejo de reforçar a cooperação bilateral.

11 de março de 2026 às 17:01

O presidente do Conselho Europeu afirmou esta quarta-feira que a parceria energética entre a União Europeia (UE) e o Azerbaijão "nunca foi tão importante" devido ao conflito no Irão e manifestou o desejo de reforçar a cooperação bilateral.

Numa declaração ao lado do Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, no âmbito da visita que está a fazer esta quarta-feira a Baku, António Costa afirmou que o país é um "parceiro chave para a UE".

"No último ano, revitalizámos a nossa relação e a reunião desta quarta-feira é um sinal claro de que estamos comprometidos em aprofundar a nossa cooperação, especialmente nas áreas da segurança, energia, digital e transportes", afirmou.

O presidente do Conselho Europeu salientou que a segurança energética é "um dos pilares" da cooperação bilateral entre a UE e o Azerbaijão, frisando que o país teve um papel crucial no esforço do bloco em diversificar as suas fontes de energia após o início da guerra na Ucrânia.

"Hoje, o impacto é claro. Com a guerra no Irão a perturbar os mercados globais de energia, a nossa parceria energética é mais importante do que nunca", realçou, manifestando a disponibilidade da UE para "mobilizar investimentos privados e financiamentos para apoiar a transição energética do Azerbaijão".

Além da energia, António Costa também destacou a importância da conectividade na relação entre as duas partes, apelando em particular à conclusão da linha ferroviária entre Baku e a cidade azeri Nakhichevan.

"Ao fortalecer a resiliência comercial entre a Europa e a Ásia, podemos criar empregos, impulsionar o crescimento e fortalecer as nossas economias", destacou.

Costa saudou ainda o acordo de paz entre a Arménia e o Azerbaijão, qualificando-o de "histórico", e disse partilhar com o Azerbaijão o objetivo de que a região da Transcaucásia (região do Cáucaso) tenha "paz, estabilidade, interconexões e seja próspera".

"Sabemos que a paz verdadeira não se baseia apenas em acordos políticos ou em papéis, mas na vida quotidiana das pessoas: em laços económicos, comércio, prosperidade partilhada. Reforçar a nossa interdependência económica é o melhor caminho para termos estabilidade a longo prazo. A UE está disponível para ajudar a desbloquear essas oportunidades", disse.

António Costa abordou ainda os ataques iranianos que atingiram o Azerbaijão, condenando-os "nos termos mais fortes", transmitindo a "plena solidariedade" da UE para com o povo azeri.

Considerando essencial "salvaguardar a segurança regional e a estabilidade, em pleno respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional", Costa afirmou que a UE se mantém disponível para trabalhar "com todos os parceiros, através do diálogo e da diplomacia, para reduzir as tensões e proteger civis".

"Mais escalada ameaça não só o Médio Oriente, mas também a Europa e o mundo", avisou.

Costa defendeu que, no atual contexto global de instabilidade, "é mais importante do que nunca" que a UE e o Azerbaijão reforcem a sua cooperação bilateral.

"A nossa parceria é forte. Juntos, podemos expandi-la ainda mais para o benefício dos nossos povos", frisou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

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