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Israel diz estar a dias de atingir os objetivos contra o sistema de produção iraniano

"Dentro de alguns dias, poderemos concluir o trabalho contra os alvos prioritários na área da produção", afirmou o porta-voz do Exército israelita, Nadav Shoshani.

29 de março de 2026 às 13:18

As forças armadas israelitas afirmaram este domingo estar a dias de concluir os seus objetivos no que diz respeito à destruição das capacidades de produção de armas do Irão, embora tenham reiterado que ainda restam alvos noutras áreas da sua ofensiva no país.

"Dentro de alguns dias, poderemos concluir o trabalho contra os alvos prioritários na área da produção", afirmou o porta-voz do Exército israelita, Nadav Shoshani, citado pela agência EFE.

O militar salientou que isso não significa que Israel esteja a concluir a sua missão no Irão, uma vez que outras categorias de alvos (como as capacidades nucleares iranianas, o seu arsenal de mísseis balísticos ou os seus centros de comando) continuam a existir.

"Israel está prestes a ter destruído 90% das infraestruturas para o desenvolvimento de armas que ameaçam Israel", noticiou no sábado o jornal The Times of Israel.

Oficiais israelitas afirmaram que o Exército lançou mais de 8.500 ataques no Irão desde o início da guerra, dirigidos contra mais de 3.000 alvos, entre centros de comando, a indústria de armamento e, com maior frequência nos últimos dias, as capacidades nucleares.

No entanto, desde que os Estados Unidos e o Irão encetaram conversações para abordar um possível cessar-fogo, Israel tem focado os seus ataques em alvos militares em detrimento dos políticos.

Quanto ao Líbano, o militar assegurou que as tropas israelitas continuam mobilizadas principalmente em torno da fronteira, enquanto parte das forças avança para o interior do país vizinho através de rusgas e operações "seletivas".

Evitou pronunciar-se sobre se os soldados terão avançado mais de oito quilómetros nas suas manobras no sul do Líbano.

O porta-voz militar recusou-se também a comentar o assassinato dos jornalistas Fatima e Mohamed Fatuni num ataque israelita no sul do Líbano, no qual as forças armadas afirmaram ter matado o também jornalista Ali Shaib, acusando-o de pertencer ao grupo xiita libanês Hezbollah, sem o provar.

Negou ainda que o Exército israelita esteja disposto a apresentar provas da sua ligação ao Hezbollah.

No sábado, oficiais militares apresentaram como provas da sua filiação a publicação de uma mensagem na rede social X em 2024 e os seus contactos com membros da organização, embora se tenham recusado a partilhar detalhes sobre essas conversas.

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