Forças israelitas anunciaram a ofensiva horas depois de uma série de ataques em que o exército israelita afirmou ter bombardeado o quartel-general da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana.
O exército de Israel anunciou esta segunda-feira o lançamento de uma nova vaga de ataques contra infraestruturas controladas pelo grupo xiita Hezbollah em Beirute e contra o regime iraniano, na região central do país.
As forças israelitas anunciaram a ofensiva na plataforma de mensagens Telegram, horas depois de uma série de ataques em que o exército israelita afirmou ter bombardeado o quartel-general da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana, a partir do qual são operados mísseis balísticos e drones.
Na declaração, Israel informou que, no domingo, a força aérea atingiu 400 alvos militares pertencentes ao regime dos ayatollahs no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de produção de armas.
Israel atacou também pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e arredores, resultando em pelo menos quatro mortes, forçando o racionamento de gasolina para 20 litros por pessoa por dia e deixando a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, uma mistura de chuva e fumo.
O exército israelita voltou esta segunda-feira a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, afirmando estar a visar o Hezbollah, que reportou intensos combates no leste do Líbano contra as tropas israelitas que chegaram de helicóptero.
Um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviu uma forte explosão nos subúrbios do sul da capital, um bastião do Hezbollah, e viu densas colunas de fumo na zona, que já tinha sido bombardeada várias vezes por Israel na semana passada.
As forças israelitas "atacaram infraestruturas pertencentes à organização terrorista Hezbollah em Beirute", disse pouco depois, o exército, num breve comunicado.
De acordo com a agência noticiosa oficial libanesa Ani, três pessoas morreram e 15 ficaram feridas nos ataques israelitas contra a cidade de Tayr Debba, perto do porto de Tiro, no sul do Líbano.
A leste, perto da fronteira com a Síria, a Ani reportou "combates intensos" perto da aldeia de Nabi Chit.
A aldeia já tinha sido alvo de ataques, durante a noite de sexta-feira para sábado, por parte de comandos israelitas, que tentaram, sem sucesso, recuperar o corpo de um aviador israelita capturado em 1986.
Dois responsáveis do Hezbollah disseram à AFP que o movimento xiita libanês abateu um helicóptero israelita no Vale do Bekaa, onde se situa Nabi Chit.
O número de mortos na intensa ofensiva aérea israelita contra o Líbano atingiu 394, incluindo 83 crianças, e o número de feridos subiu para 1.130, segundo dados divulgados no domingo pelo ministro da Saúde Pública libanês, Rakan Nasreddine.
Durante a última semana, Israel tem vindo a realizar uma campanha aérea contra o sul e o leste do Líbano, bem como contra os subúrbios da capital, o que já obrigou à deslocação de 112 mil pessoas para abrigos oficiais, embora se estime que o número total de pessoas que tiveram de abandonar as casas possa chegar a pelo menos 200 mil.
Por sua vez, o grupo xiita libanês Hezbollah continua a lançar ataques de impacto limitado contra alvos militares no norte do Estado judaico.
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