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"Israel vai ficar muito feliz [...] a minha vida é fazer acordos", afirma Trump sobre cessar-fogo temporário com o Irão

23 de março de 2026 às 14:00

Depois de anunciar uma pausa temporária nas hostilidades com o Irão, Donald Trump vaticinou que a paz no Médio Oriente pode estar para breve. Falando aos jornalistas na Florida, antes de embarcar no Air Force One, o presidente norte-americano disse que Israel, país aliado dos EUA na guerra, vai ficar "muito feliz" com o rumo das negociações (que fontes de Teerão garantem que não estão a acontecer), e que um acordo definitivo pode estar para breve: "Vão ter paz, paz garantida".

"A minha vida é fazer acordos, é o que faço", afirmou Trump, que tinha ameaçado atacar a infraestrutura energética de Teerão nos próximos dias. "Amanhã de manhã era expectável que atingíssemos a maior infraestrutura energética iraniana. A esta altura isso já não vai acontecer", acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano reafirmou que as conversas que supostamente estão a ter lugar estão a avançar positivamente, e voltou a garantir que a capacidade militar do Irão ficou severamente comprometida com as operações das últimas semanas.

"Os iranianos cometeram um erro e agora estão a pagar por esse mesmo erro", declarou, acrescentando a sua convicção de que Teerão "quer muito fazer um acordo" com Washington.

A ideia de um acordo ou de negociações em curso foi desmentida pela agência de notícia iraniana Fars, que citando fontes não identificadas (e que não é claro se pertencem ou não ao regime), garantem não ter havido contacto direto ou indireto com qualquer elemento do governo norte-americano. A mesma fonte alega que Trump "recuou" após ter sido avisado de que o Irão teria como alvo centrais elétricas.

Se as alegadas negociações falharem, o presidente norte-americano garantiu aos jornalistas que os EUA "continuaram a bombardear" o Irão até obterem um resultado favorável no conflito, que começou no início deste mês.

Ao mesmo tempo Trump, que no verão do ano passado garantira ter "aniquilado" as capacidades nucleares de Teerão, declarou agora que o regime islâmico iria alcançar a capacidade de lançar uma bomba nuclear contra um alvo inimigo, incluindo os EUA, "dentro de uma, duas semanas".

Pelo meio, respondeu ainda a questões acerca de Mojatba Khamenei, o novo líder supremo do Irão, de quem disse não ser "fã", e deixou a ameaça no ar: "Eliminámos o número 1, o número 2 e muito provavelmente o número 3 [do regime]... se quisermos, podemos continuar a eliminá-los".

No tema da sucessão a Ali Khamenei, voltou ainda a afirmar que os EUA querem ter uma palavra a dizer e admitiu a motivação económica de querer ter "o máximo de petróleo no sistema possível", dando como exemplo o que se passou na Venezuela. "Talvez encontremos alguém semelhante no regime iraniano que possa fazer essa transição", disse.

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