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Macron e Starmer saúdam anúncio de abertura do estreito de Ormuz

Responsáveis adiantaram que França e Reino Unido mantêm a intenção de liderar uma missão multinacional para salvaguardar a navegação livre no estreito "assim que as condições o permitirem".

17 de abril de 2026 às 15:58

Os líderes de França, Emmanuel Macron, e do Reino Unido, Keir Starmer, saudaram esta sexta-feira o anúncio do Irão e dos Estados Unidos sobre a reabertura do estreito de Ormuz, defendendo que a iniciativa deve tornar-se permanente.

O anúncio do Irão e dos EUA de que a via navegável está aberta deve tornar-se "uma proposta duradoura e viável", afirmou o primeiro-ministro britânico no final de uma reunião com 50 países - mas não com os Estados Unidos - para impulsionar os planos de reabertura do estreito de Ormuz.

Os dois responsáveis adiantaram que França e Reino Unido mantêm a intenção de liderar uma missão multinacional para salvaguardar a navegação livre no estreito "assim que as condições o permitirem", e avançaram estar agendada para a próxima semana um encontro para debater planos militares.

A reunião desta sexta-feira, realizada em Paris, insere-se nas tentativas dos Estados não envolvidos na guerra de atenuar o impacto de um conflito que abalou a economia global.

Os preços do petróleo dispararam após o início dos ataques dos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, quando Teerão fechou efetivamente o estreito por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial.

Enquanto representantes de cerca de 50 nações e organizações internacionais, incluindo mais de 30 chefes de Estado e de Governo, participavam na reunião em Paris, o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declararam o estreito aberto aos navios comerciais.

Os preços do petróleo caíram a pique depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, ter publicado uma mensagem nas redes sociais a anunciar que a passagem de navios comerciais permanecerá "completamente aberta" durante o cessar-fogo de 10 dias no Líbano, que entrou em vigor à meia-noite de quinta-feira (22:00 de quinta-feira em Lisboa).

Numa publicação nas redes sociais, escrita em maiúsculas, Trump também afirmou que o bloqueio da Marinha dos EUA aos navios e portos iranianos se manterá em vigor "até que a transação com o Irão esteja 100% concluída".

Os EUA não participaram na reunião de hoje em Paris, denominada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima do Estreito de Ormuz.

Numa publicação feita antes da conferência, o Presidente francês explicou que a missão para garantir a segurança da navegação pelo estreito seria "estritamente defensiva", limitada aos países não-beligerantes e implantada "quando as condições de segurança o permitirem".

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