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Ministros da Energia da UE hoje em reunião extraordinária para debater crise

UE enfrenta crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

31 de março de 2026 às 07:33

Os ministros da Energia da União Europeia (UE) vão reunir-se esta terça-feira num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.

O encontro -- que não constava da agenda da presidência cipriota do Conselho e foi anunciado na passada sexta-feira -- surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.

A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.

Espera-se que, ainda esta semana, o executivo comunitário avance com medidas para baixar os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética, incluindo flexibilizar os apoios estatais para ajudar rapidamente os setores mais afetados e trabalhar com os Estados-membros para reduzir o impacto dos custos dos combustíveis como através da redução de impostos, isto sem prejudicar o investimento em energias limpas.

Ao mesmo tempo, a instituição está a preparar legislação para melhorar as redes elétricas e pretende ainda reforçar e tornar mais flexível o sistema de comércio de emissões, aumentando o financiamento para tecnologias limpas e descarbonização.

A Comissão Europeia pediu na semana passada que os Estados-membros da UE apoiem os consumidores mais vulneráveis devido aos elevados preços energéticos, baixem os impostos sobre a luz e evitem cortes no fornecimento.

Uma vez que o conflito ainda está em curso no Médio Oriente, afeta produtores de petróleo e gás e provoca instabilidade nos mercados internacionais de energia.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações (sobretudo de combustíveis fósseis) provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

O encontro por videoconferência decorre pelas 14:00 de Lisboa.

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