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Via navegável, junto de Omã e Irão, está sob ameaça militar pelas forças iranianas desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirmou esta quinta-feira ter recebido garantias de Omã de que este aliado do Médio Oriente não tem planos para acompanhar o Irão na cobrança de portagens no Estreito de Ormuz.
"Conversei por telefone com o embaixador omanita esta manhã, e ele garantiu-me que não há planos para impor uma portagem no estreito", afirmou Bessent numa conferência de imprensa na Casa Branca.
"Ele (embaixador) quer que estas relações (com Washington) durem mais 200 anos e, como sabem, eu disse-lhe que (a portagem) era impensável e que não queria correr o risco de sanções contra cidadãos ou instituições financeiras omanitas", afirmou Bessent.
A via navegável, junto de Omã e Irão, está sob ameaça militar pelas forças iranianas desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.
O sultanato da península Arábica é um parceiro próximo dos Estados Unidos e atuou como mediador entre Washington e Teerão antes do conflito e do estrangulamento iraniano de Ormuz, que fez disparar os preços internacionais dos produtos petrolíferos nos últimos três meses.
Antes de falar com o embaixador omanita, Bessent ameaçou esta quinta-feira sancionar o país aliado de Washington no Médio oriente, se o sultanato tentar cooperar com o Irão no controlo do estreito.
"O Governo dos Estados Unidos não vai tolerar qualquer tentativa de estabelecer um sistema de portagens no estreito de Ormuz", advertiu Bessent nas redes sociais.
"Omã, em particular, deve saber que o Tesouro dos Estados Unidos perseguirá implacavelmente qualquer ator envolvido, direta ou indiretamente, no estabelecimento de uma portagem no estreito, e que qualquer parceiro cúmplice será sancionado", acrescentou o secretário norte-americano.
O Irão criou uma agência para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que na semana passada publicou um mapa com a demarcação dos limites da sua alegada jurisdição.
Em resposta, os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira a primeira vaga de sanções contra esta agência, ao mesmo tempo que prosseguem o diálogo indireto com o Irão, através da mediação paquistanesa, no qual o futuro do estreito de Ormuz é um dos temas cruciais.
No seguimento do fracasso da única ronda negocial formal, no mês passado em Islamabad, os Estado unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos.
A televisão iraniana divulgou na quarta-feira uma suposta minuta de um acordo de paz com os Estados Unidos, que previa a reabertura do estreito para os níveis pré-guerra, num processo a ser gerido pelo Irão em parceria com Omã, mas Washington reagiu prontamente a negar a veracidade do documento.
No mesmo dia, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse não estar satisfeito com o desenvolvimento das conversações e causou surpresa, durante uma reunião com a sua administração na Casa Branca, ao ameaçar pulverizar Omã, levando os observadores a questionar se pretendia referir-se ao Irão.
"Omã comportar-se-á como os outros ou nós vamos pulverizá-los Eles sabem disso", avisou Trump, em declarações posteriormente republicadas na íntegra pelo Departamento de Estado.
O Presidente estava a ser questionado sobre a possibilidade de um futuro controlo do estreito de Ormuz por parte dos países vizinhos, Omã e Irão, cenário que rejeitou.
O estreito vai manter-se "aberto a todos", indicou o líder norte-americano, acrescentando: "Estas são águas internacionais. Vamos monitorizá-lo, mas ninguém o controlará".
As negociações têm sido abaladas nos últimos dias por acusações de violação da trégua entre as partes, em vigor desde 08 de abril.
No entanto e segundo o portal digital norte-americano Axios, negociadores de ambos os países terão chegado a um acordo para reabrir o estreito de Ormuz, que aguarda ainda aprovação de Trump.
Além de Ormuz, as negociações estão centradas no programa de enriquecimento de urânio e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como o apoio a grupos armados no Médio Oriente, a par do descongelamento de ativos iranianos no estrangeiro e levantamento de sanções internacionais a Teerão.
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