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Pelo menos 555 mortos desde o início da guerra no Irão, diz Crescente Vermelho

Organização Mundial de Saúde já pediu que civis e instalações de saúde sejam poupados no Médio Oriente.

02 de março de 2026 às 09:44

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, no sábado, afirmou esta segunda-feira a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

Depois dos ataques "realizados em várias regiões, 131 cidades foram atingidas e, infelizmente, 555 dos nossos compatriotas foram mortos", afirmou a organização, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Face ao cenário, a Organização Mundial de Saúde pediu já que civis e instalações de saúde sejam poupados no Médio Oriente, apesar de o conflito estar a escalar e a abranger vários países e locais da região.

“A proteção dos civis e da saúde deve ser absoluta”, escreveu um dos responsáveis da organização, Hanan Balkhy, nas redes sociais.

“Todas as partes devem garantir que as instalações médicas se mantêm protegidas”, instou

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.

Na primeira onde de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.

Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.

Teerão respondeu à ofensiva dos EUA e de Israel com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Os Estados árabes do Golfo alertaram que podiam retaliar contra o Irão após os ataques que atingiram locais importantes e mataram pelo menos cinco civis, enquanto a França, a Alemanha e o Reino Unido admitiram poder juntar-se às forças norte-americanas.

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