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Preço do gás natural dispara 30% para 69 euros

Conflito no Médio Oriente está a afetar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.

09 de março de 2026 às 08:10

O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão desta segunda-feira, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08h00 desta segunda-feira (07h00 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 30,02%, para 69 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.

No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07h30 desta segunda-feira (06h30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.

No entanto, pouco depois das 03h00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.

O preço do crude subiu mais de 40% desde o início da guerra comercial entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

O conflito está a afetar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) também subiu 15,14%, atingindo os 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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