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Presidente da Comissão Europeia diz que impacto da guerra na energia da UE mostra "dependência excessiva"

Comissão Europeia promoveu esta sexta-feira um debate de orientação sobre os preços da energia com diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

06 de março de 2026 às 12:44

A presidente da Comissão Europeia considerou esta sexta-feira que o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra Irão no setor energético da União Europeia (UE) mostra a "dependência excessiva" do gás e petróleo importado.

"Hoje, o sistema energético europeu é mais limpo, muito mais diversificado e muito mais estável do que há alguns anos. No entanto, os desenvolvimentos no Médio Oriente lembram-nos mais uma vez os riscos de continuarmos a depender excessivamente dos combustíveis fósseis", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

A Comissão Europeia promoveu esta sexta-feira um debate de orientação sobre os preços da energia com diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

Esta reunião do colégio de comissários já estava prevista antes do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, mas acabou por surgir num momento em que o preço do petróleo sobe mais de 10% e o do gás europeu sofre aumentos ainda mais acentuados.

"Devemos continuar a melhorar o funcionamento do nosso mercado energético, atraindo mais investimentos em tecnologias limpas e avançando com a transição para uma energia limpa e produzida internamente. Isto é crucial para a nossa segurança energética, acessibilidade e independência e, igualmente, para a nossa competitividade", salientou Ursula von der Leyen.

Também através do X, a responsável saudou a participação de Fatih Birol na reunião do colégio de comissários, falando numa contribuição "preciosa" para "orientar" as decisões comunitárias.

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia asseguraram na quarta-feira que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.

Ainda assim, teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, verificada após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

Os aumentos resultam tanto de interrupções na produção e transporte de energia como da incerteza geopolítica que leva investidores e empresas a antecipar escassez futura, podendo também afetar os preços da eletricidade (dado o gás pesar em tal formulação), transportes e produção industrial.

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