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Primeiro-ministro britânico responde a Trump e reitera que Londres não vai participar em ataques

Starmer lembrou que "essa tem sido a posição de longa data dos sucessivos governos britânicos".

02 de março de 2026 às 16:11

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, respondeu esta segunda-feira às críticas do Presidente norte-americano sobre a falta de apoio à operação militar dos Estados Unidos e Israel no Irão, e insistiu que Londres não vai juntar-se aos ataques.

"O Reino Unido não se envolveu nos ataques iniciais dos EUA e de Israel ao Irão. Essa decisão foi deliberada. Acreditamos que o melhor caminho a seguir para a região e para o mundo é um acordo negociado no qual o Irão concorde em desistir de quaisquer aspirações de desenvolver uma arma nuclear e cesse as suas atividades desestabilizadoras em toda a região", afirmou no parlamento.

Starmer lembrou que "essa tem sido a posição de longa data dos sucessivos governos britânicos".

"O Presidente Trump expressou o seu desacordo com a nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional do Reino Unido. Foi isso que fiz e mantenho a minha posição", salientou.

Numa entrevista esta segunda-feira ao jornal Daily Telegraph, Trump disse estar "muito desapontado com Keir" e que o chefe de Governo "demorou demasiado tempo" a mudar de opinião sobre a utilização das bases britânicas.

Além de não ter participado nos ataques militares que começaram no sábado, Londres também não permitiu que os EUA usassem bases britânicas no Reino Unido ou na ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico.

Mas, no domingo, o primeiro-ministro, Keir Starmer, anunciou que concordou em permitir que os EUA usem as bases em território britânico para ataques ao Irão em resposta aos ataques iranianos a interesses britânicos e aos aliados no Golfo, invocando o Direito internacional.

"Ontem à noite, tomámos a decisão de aceitar esse novo pedido, a fim de impedir que o Irão disparasse mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estiveram envolvidos", explicou Starmer esta segunda-feira aos deputados.

"Para ser claro, o uso das bases britânicas está limitado aos fins defensivos acordados. Não estamos a juntar-nos aos ataques ofensivos dos EUA e de Israel", referiu.

O Partido Conservador e o Partido Reformista, ambos à direita, defendem que o Governo britânico deve apoiar a operação militar dos EUA e Israel, enquanto os Liberais Democratas e Verdes, à esquerda, são contra e querem que a questão seja sujeita a um debate e votação parlamentar.

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